Itens de primeira necessidade puxaram boa performance

Vendas nos supermercados da região crescem 2% em 2017, após dois anos de queda

Melhora foi perceptível durante o segundo semestre

Os supermercados paulistas encerraram 2017 com a primeira elevação anual nas vendas dos três últimos anos. O faturamento do setor registrou um crescimento real de 2,08% (com valores atualizados) no ano passado em relação ao anterior, de acordo com informações da Apas (Associação Paulista de Supermercados). 

O consumo os estabelecimentos do segmento supermercadista no Estado de São Paulo havia apresentado reduções de 1,39%, em 2015, e mais 2,73% em 2016.
A receita do setor também cresceu em dezembro — alta de 7,04% na comparação com o mesmo mês de 2016, quando as vendas caíram 2,08% na comparação interanual.
 
DEFLAÇÃO
O cenário na região de Araçatuba também foi positivo para os supermercados no ano passado, conforme o vice-diretor regional da Apas, Carlos Fernandes Felipe. Ele destaca que melhora nas vendas foi perceptível durante o segundo semestre. 

“Acredito que a queda no preço dos produtos básicos ajudou no crescimento das vendas, já que ela deu um poder de compra maior para o consumidor”, afirma. 
Segundo Felipe, o leite e o feijão foram os produtos da cesta básica com o recuo nos valores mais significativo em 2017. A supersafra agrícola do ano passado colaborou para os itens ficarem mais baratos. 

O Índice de Preços dos Supermercados, calculado pela Apas/Fipe (Associação Paulista de Supermercados/Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), aponta para uma deflação de 2,3% nos preços das lojas em funcionamento do Estado, no acumulado de janeiro a dezembro de 2017. Foi a maior redução nos valores desde o início do levantamento em 1994. 

De acordo com o vice-diretor, com a cesta básica mais barata, o consumidor é estimulado a comprar outros tipos de produtos, já que sobra mais dinheiro no bolso — mesmo esse impulso tenha contribuído de forma não tão intensa para a alta em 2017. “Mas diante de dois anos de queda, qualquer alta é de se comemorar.”

EXPECTATIVA
As expectativas para 2018 são otimistas, diz Felipe. Ele acredita que um conjunto de fatores colabora para que o setor cresça novamente neste ano: a manutenção de preços mais baixos dos produtos pelo menos no primeiro semestre e os juros mais baixos. 

Contudo, ele também avalia que o impasse sobre a aprovação ou não da Reforma da Previdência e as eleições presidenciais trazem incerteza para os supermercados em 2018. Para a entidade, as vendas devem ter um salto de 2,5% a 3% neste ano, na comparação com 2017.

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