STJ nega pedido de habeas corpus para professor de Birigui acusado de pedofilia

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de habeas corpus do professor aposentado de Birigui, de 70 anos, preso preventivamente ano passado acusado de pedofilia e pornografia infantil. Ainda em 2016, a defesa tinha pedido à Justiça de Birigui e ao TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) o relaxamento da prisão dele. Ambos os pedidos foram negados. O advogado Joel de Almeida alegou que o réu tem mais de 70 anos e está com câncer de próstata em estado avançado.

De acordo com as investigações da Polícia Federal e Ministério Público, o professor e outras quatro pessoas - todas presas na penitenciária de Andradina, que dispõe de um espaço específico para abrigar presos acusados de crimes sexuais - fazem parte de uma organização criminosa que atuava na região, aliciando crianças e adolescentes para praticar relações sexuais. Outras três pessoas são apontadas como integrantes da organização e respondem ao processo em liberdade. 

A investigação teve início em outubro de 2014, depois que a mãe de dois garotos, de 11 e 14 anos, registrou ocorrência na delegacia de Santópolis do Aguapeí, denunciando que os filhos dela eram aliciados sexualmente por um conhecido da família, residente em Clementina.

O caso também foi denunciado ao Ministério Público de Birigui e à Polícia Federal de Araçatuba, que apurou que o grupo oferecia dinheiro, passeios, lanches e dava presentes aos garotos em troca de relações sexuais. Algumas conversas do grupo, incluindo o professor, foram gravadas com autorização da Justiça.

'STOLEN'
Em junho de 2015, a Polícia Federal já tinha prendido o professor aposentado durante a "Operação Stolen", para combater à pornografia infantil. Porém, ele prestou depoimento e foi solto no mesmo dia. Na época, a Promotoria de Justiça pediu a prisão preventiva com base no depoimento do professor, que teria confessado que praticava sexo com jovens de 17 anos em troca de lanche, dinheiro e chuteira. O professor teria deixado claro ainda, que se dedicava à prostituição de adolescentes havia anos e tratava o crime de forma bastante natural.

PENÁPOLIS
No mês passado, a Justiça de Penápolis absolveu o professor de uma acusação de exploração sexual de menor depois que ele e um adolescente foram para um motel daquela cidade. O professor aposentado teria acusado o menor de furto e, quando a família do menino ficou sabendo do caso, denunciou o abuso à polícia. Os detalhes desse caso específico não foram divulgados porque o processo está em segredo de Justiça.

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