Região registra terceira queda seguida no faturamento anual

15 municípios venderam US$ 731,8 milhões para outros países

A região de Araçatuba terminou 2017 com a terceira queda anual consecutiva no faturamento com exportações. Os 15 municípios do território que foram apontados como domicílio fiscal de vendas para o exterior somaram US$ 731,8 milhões com os envios no acumulado do ano passado. O valor é 2,7% menor que os US$ 752,1 milhões recebidos em 2016. 

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e levam em consideração a cidade onde fica a sede da empresa que praticou a exportação e não o local de produção das mercadorias. 

A última vez em que a região registrou alta no montante arrecadado com negócios com outros países foi 2014. Naquele ano, 18 municípios exportadores da mesma divisão territorial concentraram o ganho de US$ 1,181 bilhão com vendas para o mercado externo, superando em 50,7% a receita de US$ 783,6 milhões de 2013. As exportações regionais renderam 13,5% a menos em 2015 e foram 26,3% inferiores 2016. 

PRODUTOS
O principal produto exportado em 2017 foi o açúcar, responsável pelo faturamento de US$ 430,3 milhões, valor que representa 58,8% das comercializações regionais ao longo do ano. A receita do território com a venda da commodity para outros países subiu 45,8% na comparação com US$ 295,1 milhões de 2016. 

Por outro lado, a exportação de outros principais produtos da região caiu, com destaque para derivados de animais. O faturamento com couros e peles recuou 1,4%; com preparações e conservas de carne caiu 26,3%; com carne bovina fresca, congelada ou refrigerada retraiu 55,2; com leite e nata teve redução de 44,6%; e com carne de aves 81,5%. A arrecadação com calçados e soja - também entre os 10 produtos mais exportados pela região - apresentou alta, respectivamente de 15,7% e 7,8%.

Parte dos municípios que se destacam no comércio exterior recebeu menos pelos negócios com outros países, entre eles Andradina (município responsável pela retração equivalente a US$ 155,4 milhões no faturamento da região no ano passado), Guararapes (com queda de US$ 9 milhões) e Avanhandava (que exportou US$ 2,3 milhões a menos). 

ALTA
Na contramão, Clementina, Suzanápolis, Valparaíso, Araçatuba e Brejo Alegre tiveram as maiores elevações em valores absolutos nas receitas com exportação em 2017. Clementina teve o maior faturamento com comércio exterior da região no ano passado, totalizando US$ 205,5 milhões - 28% do total. O valor ultrapassa em US$ 52,4 milhões a quantia movimentada pelo município em 2016: US$ 153,1 milhões. 

Suzanápolis não registrou ganhos com vendas para o mercado externo no ano retrasado, porém recebeu US$ 43,8 milhões com exportações em 2017. Valparaíso, Araçatuba e Brejo Alegre tiveram altas respectivas de 24,9%, 72,2% e 163,3% na receita com negócios com outros países.

A China foi o principal destino dos produtos remetidos pela região, sendo responsável por US$ 99,7 milhões do faturamento local em 2017. Contudo, o valor é inferior aos US$ 180,1 milhões do ano anterior. O segundo lugar no ranking de países que mais adquiriram itens da região é da Malásia, país que movimentou US$ 49,2 milhões com os negócios no ano passado, ante US$ 24,7 milhões no retrasado. A Venezuela é o terceiro colocado, com US$ 47 milhões em 2017.

O faturamento da região com exportações para o país andino caiu 61,7% na comparação com os US$ 123 milhões de 2016.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.384710

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