Animal foi atingido por tiro na cabeça; militar afirma que foi mordido

Pit bull solto na rua é morto ao atacar policial militar

PM alega que se defendeu; família chamou de 'crueldade'

Um pit bull que estava solto na rua foi morto com um tiro na cabeça por um policial militar, na noite de segunda-feira (13), em Lavínia (a 69 km de Araçatuba). Ele alega que foi atacado pelo animal e atirou para se defender. O caso será apurado pela corporação.

A equipe foi chamada por motoristas de ambulância, informando que havia um cão agressivo solto na via pública e que os moradores estariam em pânico. No local, o PM que disparou afirma que reagiu ao ser mordido em uma das pernas. 

DÓCIL
A família que mantinha o cão afirmou que ele tinha 5 anos, chamava-se Eros e "era considerado um filho". "Era carinhoso e completamente dócil", garante. Ainda segundo a família, a morte foi "um ato injusto e de muita crueldade".

O animal, explicou um dos familiares, escapou porque esqueceram o portão aberto ao irem a uma igreja. "O que nessa história não combina é o histórico do cachorro, pois em seus 5 anos e meio de vida foi criado com muitas crianças e pessoas diferentes. Nossa família é grande e sempre estamos recebendo visitas em casa", afirmou em mensagem à Folha. "Nosso Eros só nos trouxe alegrias e nunca demonstrou qualquer atitude agressiva ou maldosa com qualquer pessoa; ele fez amizades com todos que conheceu. Tivemos diversos animais, entre cachorros, gatos e patos, que sempre conviveram com o cachorro em plena harmonia."  

INVESTIGAÇÃO
Em nota, a Polícia Militar disse que haverá uma investigação para apurar as condições em que se deu o desenrolar da ocorrência. O comando do Batalhão de Andradina acompanhará o caso. "A Polícia Militar segue confirmando seu compromisso com a defesa da vida, da integridade física e dignidade da pessoa humana", destacou. (Colaborou Roni Willer)

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