Pais, filhos e novos relacionamentos

Não é incomum sentimentos de posse e ciúmes acabarem em atitudes impensadas

O triste fato noticiado pela Folha da Região nos mostra, cada vez mais, uma crescente da violência por motivos fúteis. Uma adolescente que não aceitava que o namorado tivesse uma filha, invade a casa da mãe da criança e tenta assassinar um bebê de apenas oito meses de idade.

Após várias ameaças, a agressora tomou uma atitude, mas acabou sendo morta pela mãe do bebê, que agiu em legítima defesa, segundo o boletim de ocorrência. O que se observa é uma banalização gritante da vida. Enorme é o número de mulheres que não aceita que o marido, namorado ou convivente tenha filhos de outro relacionamento. Em grande parte desses casos, os filhos são anteriores ao relacionamento doentio e não podem ser culpados ou deixados de lado. Muitas mães cobram atitude desses pais, portanto, acabam por ganhar inimizade das atuais conviventes. 

Não é incomum esse tipo de sentimento de posse e ciúmes acabar em atitudes impensadas, movidas pela paixão, culminando em crimes e, em alguns casos, em morte. Sentimentos exacerbados, quase sempre, escrevem finais não muito felizes. Nos casos mais leves, provocam o término do relacionamento; em outros, resultam em agressões, causando traumas psicológicos que os relacionamentos abusivos conseguem imprimir nos que são abusados. 

Nenhum tipo de violência deve ser aceita. Cada dia mais cresce a intolerância com todos os tipos de criminosos. Já foram noticiados vários casos de linchamento ou de justiça com as próprias mãos, pois os cidadãos entenderam que o Estado não tomaria providências ou que a pena seria leve demais.

Enquanto leis brandas ou passíveis de “brechas” jurídicas continuarem norteando o direito criminal no Brasil, diversos crimes vão ocorrer. A agressora do bebê pagou caro, com a própria vida, por um ato impensado a um fato que, ninguém, em momento algum, poderia ter mudado: a paternidade. Essa, por sua vez, deve ser uma escolha e tem suas consequências. Uma vez pai ou mãe, sempre pai ou mãe. 

E é para evitar fatos assim que se faz necessária a orientação sexual e o planejamento familiar, evitando gravidez indesejada e que crianças fiquem em meio a guerras entre adultos. Muitos pais, nesse sentido, tanto o homem quanto a mulher, não pensam na responsabilidade que envolve e criação de um filho. Trazem ao mundo pequenos seres que são usados como joguetes para segurar relacionamentos, para ter contato frequente com o ex ou para, simplesmente, terem em quem descontar suas frustrações.

Ninguém, em sã consciência, vai deixar de ser pai ou mãe somente porque a pessoa com quem está se relacionando não aceita ou não quer. Filhos crescem, mas a vida não aceita desaforos.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.381622

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