Para Calife, os resultados indicam que o consumidor elevou o uso do crédito e está conseguindo quitar as contas

Pagamento de dívidas supera endividamento em Araçatuba e região

Resultados indicam que consumidor elevou uso do crédito

O estoque de inadimplentes na região e na cidade de Araçatuba atingiu um equilíbrio em 2017. O número local de novos devedores avançou, indo na contramão da média nacional. Porém, o movimento de pagamento das dívidas no território registrou uma alta ainda maior. Essa é a análise do Boa Vista SCPC com base em números do mercado de crédito acumulados no ano passado. 

A inadimplência de Araçatuba subiu 5,8% no acumulado de 2017 em comparação com 2016. A região apresentou uma elevação de 5,3% no registro de devedores no mesmo período. Contudo, a recuperação de crédito teve um crescimento anual de 6% na cidade e 5,5% em âmbito regional em 2017, de acordo com dados do Boa Vista SCPC. Paralelamente o cadastro de devedores encolheu 3,5% no País. Por sua vez, o número de brasileiros que limparam o nome caiu em média 0,4%.
 
Para o economista do Boa Vista SCPC Flávio Calife, o contraste entre os indicadores locais e nacionais reflete uma diferença no ciclo de atividade econômica. 

COMPENSAÇÃO
Ele acredita que a região e o município de Araçatuba não passem por um problema crônico de inadimplência, já que há um aumento de novas dívidas, mas também no pagamento. “Seria um problema se o número de dívidas aumentasse e o de pagamento diminuísse. Não é esse caso. Os dois estão subindo e um compensa o outro”, afirma o economista.

Na avaliação de Calife, os resultados indicam que o consumidor da região elevou o uso do crédito e está conseguindo quitar as contas. Ele percebe que a capacidade de pagamento do brasileiro em 2017 teve um incremento em comparação com ano anterior, com juros menores, prazos maiores, preços que subiram menos e mercado de trabalho apresentando uma reação. “Aparentemente, o que a gente começa a ver é uma melhora na atividade econômica, mas não é um movimento uniforme em todas as regiões.” 

O economista explica que a queda da média nacional de inadimplência ocorre por uma redução na tomada de crédito em algumas partes do País devido à crise. “As pessoas tomaram menos créditos e ficaram mais inadimplentes. Houve uma preocupação do consumidor.” 

Araçatuba e região fazem parte das regiões em que a reação da economia já demonstra sinais, que refletem em maior consumo e, consequentemente, maior inadimplência, segundo Calife. 

TENDÊNCIA
Para ele, a tendência é que ao longo de 2018 haja uma convergência entre os indicadores regionais e nacionais. “A expectativa é de que a curva da inadimplência suba. Esperamos que os números nacionais apresentem crescimento este ano no número de registros de devedores e no de pagamentos de dívidas, porém os percentuais da recuperação de crédito deverão ser superiores.” 

A orientação do economista é que mesmo com uma situação econômica melhor do que em anos anteriores, o consumidor organize bem suas despesas para não se endividar em 2018. Ele defende que a crise sirva como um aprendizado. “A recomendação é sempre planejar, saber se o que você vai comprar vai caber no seu orçamento e pensar na questão dos juros”, afirma.

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