Nalberto Vedovotto é coach, jornalista e escritor em Birigui

Nalberto Vedovotto: Quem deve ter medo do comunismo?

Antes que você pense que tive recaída, relembro: sou anticomunista de carteirinha...

Abordarei o tema por ter recebido dois vídeos: num em que um cidadão, no interior de seu veículo, denuncia a participação de membros do governo Temer, em congresso do partidão, na China e, outro, do cineasta e jornalista Arnaldo Jabor, em que afirma que a atual presidente do PT esteve no Foro São Paulo e manifestou apoio ao ditador da Venezuela – Nicolás Maduro.

As pessoas que os enviaram estão… isso mesmo o que você pensou – ca..... de medo dos comunistas brasileiros. Penso que determinados indivíduos devem realmente temer a ação política ortodoxa dos comunistas, a saber:

1º) O mau empresário – aquele que praticamente saiu do zero, venceu todas as barreiras e construiu um negócio que na verdade é um império financeiro – inclusive com altos investimentos extraempresa (fazendas, gado, laboratório próprio para criar raças e levar vantagens econômicas com isso, carnês de terrenos, casas, sítios a perder de vista, ranchos à beira de rios que mais parecem palacetes, iates, aviões particulares, etc), enquanto seu “colaborador” continua ganhando uns trocadinhos a mais do que o salário mínimo da categoria – e quase passa fome!

2º) O dirigente sindical patronal, que todos os anos, por ocasião dos dissídios coletivos, inventa crises sazonais, forja estatísticas, faz com que o empregado fique com medo de perder o emprego, ao invés de lutar por um reajuste maior. Esse dirigente, geralmente é aquele que tem o maior poderio de negociação ante seus pares, na mesa com os trabalhadores, mas não abre mão de 1% sequer do seu lucro em benefício daquele que produz toda sua riqueza.

3º) O proprietário de terras improdutivas, que em vez de colocar seu patrimônio para produzir alimentos à população, explora profissionalmente a valorização dos seus bens, busca aquinhoar as terras ao redor, e desaloja o pequeno produtor – aquele que verdadeiramente produz para a coletividade.

4º) Políticos profissionais – que também a exemplo de alguns falsos comunistas, querem continuar com a corrupção, delapidando com o erário –, e não abrem mão de jeito nenhum do poder, são loucos para que tudo continue como está e, se possível, perpetuarem sua espécie nas “boquinhas palacianas”, transferindo as mordomias para seus filhos, netos, bisnetos...

5º) Pessoas que passaram a vida à espreita de concursos públicos, que já se aposentaram com salários superiores a 20, 30 mil reais – vide a ministra, que achou pouco e queria receber 60 mil –, que morrem de medo que a Reforma da Previdência possa lhes tirar alguns centavos, enquanto a maioria dos aposentados do setor privado tem de sobreviver com o teto máximo do INSS, de 5.578 reais, aprovado pelo Congresso para o ano de 2017.

Quanto a mim, apenas lutarei com “unhas e dentes” contra essa filosofia, se um dia vier a ocorrer no Brasil, o que George Orwel, escreveu em seu livro “1984”: “E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido – se todos os anais dissessem a mesma coisa –, então a mentira se transformava em história, em verdade. Quem controla o passado, dizia o lema do Partido, controla o futuro, quem controla o presente, controla o passado”.

Alguns pseudocomunistas pensam igual ao que Orwel imaginou, e é contra esses que a população brasileira deve ficar atenta e, se necessário for, até pegar em armas para defender o seu direito à liberdade de “ir e vir”. 

LINK CURTO: http://folha.fr/1.382972

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