Nalberto Vedovotto é coach, jornalista e escritor em Birigui

Nalberto Vedovotto: Elvis está vivo!

Se há alguma coisa que não tenho vergonha de fazer é pedir desculpas quando erro – e como erro! Quase todos os dias! Tampouco me constranjo ao pedir perdão por ter magoado uma pessoa próxima, amigo ou mesmo estranhos, e como devo cometer injustiças ao longo de minha existência. Uma atrás da outra, a culpa é ser um humano normal.

Jamais imaginei que causaria sofrimento às pessoas ao escrever um artigo. Infelizmente aconteceu, ao postar no sábado passado, com o título “Ouro de Tolo”, ao estabelecer a analogia entre a vida do querido e inesquecível Elvis Presley, e alguns novos “famosos e milionários” de Birigui, onde moro.

Já pedi desculpas virtualmente aos fãs que se manifestaram em mais de 30 comentários no site da Folha da Região e, agora o faço publicamente, pois fui infeliz ao não citar as obras humanitárias que o artista deixou ao longo de sua trajetória pela terra. Mas, sempre há tempo para repararmos possíveis equívocos, mesmo que involuntariamente cometidos.

Elvis Aaron Presley nasceu no Estado do Mississippi, em 8 de janeiro de 1935, e sobreviveu a um parto de gêmeos univitelinos, cujo irmão, Jessie Garon, não teve a mesma sorte e nasceu morto. De família pobre, trabalhou como lanterninha de cinema e caminhoneiro. Em 1953, concluiu seus estudos secundários.

Passou sua infância em Memphis, Tennessee, onde participava do coro da Igreja Evangélica local. Recebeu influência do blues e do country, aprendeu a tocar guitarra e participou de concursos de música em sua cidade. Em 1954, foi contratado pelo produtor musical da Memphis Recording Service, Sam Phillips, então à procura de um cantor branco que cantasse blue. O que aconteceu depois na parte artística todos sabemos – um dos maiores fenômenos da música mundial.

O que deixei de enaltecer e acarretou a revolta compreensível dos fãs, foi o lado humano do artista, que entre várias ações sociais, destaco apenas dois depoimentos de seus próprios fãs, nos comentários que citei: “Ele manteve por muito tempo um hospital do câncer, depois de conhecer uma garotinha que morreria e cujo sonho era conhecê-lo. Ele soube por boca de seus guardas-costas a respeito de uma família que vivia na miséria, e necessitava de uma cadeira de rodas. Ele não só saiu de madrugada para entregá-la, como ajudou a família financeiramente por muito tempo, e detalhe — eles jamais desconfiaram que a pessoa que havia entregado a cadeira pessoalmente era Elvis disfarçado, que não quis que soubessem para não se sentirem humilhados. Essa historia só foi revelada muito tempo depois de sua morte por quem o acompanhou na empreitada. O primeiro show transmitido via satélite, teve a renda toda revertida” (Hilda Gallo, de Vinhedo-SP).

“Em um único dia ele doou cheques de 50 mil dólares para 58 instituições de caridade! Ele ajudou em campanhas de vacinação contra a poliomielite, contra o câncer, e de pessoas com necessidades especiais. Eu acho que Elvis foi muito próspero não porque era ganancioso, mas sim porque cumpriu aquele versículo bíblico que diz: ‘dai, e dar-se-vos-á...’. Ele disse certa vez: ‘Dinheiro não é importante... Importante são as pessoas à nossa volta’”. (Elis L.S – presidente de um fã-clube de Elvis Presley).

Elvis está vivo! Na figura destas duas ilustres jovens e em milhões de fãs espalhados pelo mundo todo, que cumprem a missão maravilhosa de preservar sua honra e rica história, e não permitirem que dúvidas (como infelizmente também poderei ter criado com meu artigo) manchem a brilhante história de um artista que passou pelo mundo e deixou um legado que temos a obrigação de replicá-lo. 

LINK CURTO: http://folha.fr/1.377098

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