Nalberto Vedovotto é coach, jornalista e escritor em Birigui

Nalberto Vedovotto: Âncoras que me fazem um ser humano melhor...

Hoje, como prometido semana passada, escreverei sobre as âncoras que influenciaram e continuam a ter papel relevante na minha gana de escrever todos os sábados na Folha da Região. 
 
Âncora número 1: Jesus Cristo! O que me cativa na figura do Deus na forma humana são justamente seus atos revolucionários, como falar para a Virgem Maria há mais de dois mil anos: “Que é isso, mulher, minha hora ainda não chegou”, meter a chibata nos comerciantes que estavam transformando o templo num mercado e o envolvimento com gente simples, pescadores, como Pedro, que não tinha um pardal sequer para presentear o Mestre.
 
Âncora número 2: Genilson Senche. Minha referência quando comecei profissionalmente como jornalista. Ainda hoje, estão na minha memória as reuniões na sua sala enorme, quando fazia elogios rasgados sobre as matérias e opiniões que estampávamos no seu jornal. Seu grande legado? Um empresário que há mais de 40 anos já sabia delegar poderes e, à sua marca ímpar, respeito absoluto à liberdade de pensamento de sua equipe.
 
Âncora número 3: Delcir Getúlio Nardo. Quando eu era o presidente do Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) em Araçatuba, numa reunião em que participavam dezenas de representantes de ONGs, ele narrou um fato gravíssimo acontecido na cidade e que, segundo ele, com a leitura de um artigo que eu havia escrito, conseguiu juntar as famílias deliberantes. Até hoje, não esqueço sua frase: “Nalberto, vou te pedir um favor. Volte a escrever...”
 
Âncora número 4: Sérgio Ricardo Martos Evangelista. Por seu exemplo de respeito à Promotoria Pública, e por ser um dos seus mais nobres e dignos representantes. Há décadas, quando ele atuava em Birigui, fiz denúncia acerca da utilização por instituições financeiras e clubes de serviços de áreas verdes para uso particular. Imediatamente, iniciou a ação pública, e todas as áreas doadas retornaram ao município. Ele poderia agir como alguns que procurei posteriormente e disseram que iriam resolver e sequer deram uma resposta. Ele correu todos os riscos, pois incomodou “poderosos” e fez a diferença que todo cidadão espera de um homem público. 
 
Âncora número 5: Jairo Fagundes. Maior incentivador para que eu retornasse à lida jornalística. Todas às vezes que nos encontrávamos, fazia seu pedido carinhosamente: “Nalberto, estou com saudades de seus artigos, poxa, volte a escrever” e arrematava com elogio que me incomodava e criava o compromisso: “Você é o nosso Heitor Cony”. Nossa, pudera Jairo!
 
Âncora número 6: Sérgio Godinho. Hoje, o biriguiense que tem o maior acervo histórico da cidade. Emociono-me sempre que nos encontramos e percebo sua vontade imorredoura de cumprir sua missão, que é deixar às futuras gerações o que Birigui produziu e produz de melhor.
 
Âncora número 7: É lógico, você caro leitor, que tem o carinho, respeito e paciência de ler, concordar ou discordar daquilo que lê, mas respeita cada sinal que incluo nos meus escritos.
 
Como você vê, tenho âncoras inquebrantáveis, que continuam ajudando-me no dia a dia a construir um caráter íntegro, o comprometimento com um mundo ideal a todos e, principalmente, ser exemplo vivo de escrever aquilo que pratico no dia a dia.
 
E você, quais são suas âncoras?
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