Parlamentar negou que foi preso, o que não condiz com boletim policial

Justino minimiza denúncia sobre suposta fraude

Ele é acusado de tentar burlar licitação em São Joaquim da Barra

O presidente da Câmara de Andradina, Raimundo Justino de Souza (Patriotas), minimizou sua prisão na última terça-feira (6), na cidade São Joaquim da Barra (a 337 quilômetros de Araçatuba), por suposta tentativa de fraude em licitação para a contratação de monitores escolares. "O que aconteceu foi uma formiguinha, que pode acontecer em qualquer processo licitatório", disse ele.

O vereador, inclusive, negou que foi preso. Segundo Justino, ele foi convidado a ir à Delegacia Seccional por policiais, que compareceram à sala de reuniões onde estava sendo realizado o pregão. Ele contou que foi prestar esclarecimentos com seu próprio carro e que, antes, ainda passou em seu escritório para resolver coisas particulares.

O parlamentar relatou que ficou em uma sala na Seccional e que o delegado tratou todos de maneira igual, sendo que ele respondeu as perguntas dentro do que ele sabia. De acordo com Justino, o delegado irá instruir a investigação e em um prazo de 30 dias decidirá se vai dar prosseguimento à ocorrência ou vai arquivá-la. 

O vereador disse que acredita nessa última hipótese. "Quando for chamado de novo, eu irei prestar todos os esclarecimentos. Porque alguém que não deve vai temer alguma coisa?", falou. Para o presidente do Legislativo, o caso teve repercussão grande porque alguns veículos da mídia trouxeram o caso de forma pejorativa, o que causou transtornos a ele e sua família. 

OCORRÊNCIA
No entanto, conforme boletim de ocorrência, Justino e outros três homens, dois deles de Andradina, foram presos em flagrante e levados até o 1º Distrito Policial por policiais militares. Eles pagaram R$ 1 mil de fiança e foram liberados. A PM foi chamada pela pregoeira após uma das empresas participantes informar a tentativa de fraude. A vítima relatou que foram oferecidos R$ 3 mil para que ela desistisse do certame, valor que subiu para R$ 5 mil após o conhecimento das ofertas. 

A denunciante disse que foi procurada por um contador de 38 anos, que mora em Monte Aprazível (SP) e é um dos presos. Ele já foi condenado por fraude em licitação pela Justiça local. Os outros dois presos são: um gerente de 55 anos, que foi secretário de Administração na gestão de Jamil Ono (Patriotas), e um autônomo de 52 anos, que é suplente de vereador na Câmara local. 

SEM CAPACITAÇÃO
Justino disse que a empresária deve ter feito a denúncia porque sua firma não tem qualificação técnica para prestar o serviço. Ele afirmou que ouviu de outras pessoas que ela possuía apenas uma Kombi.

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