Abril de 2017 foi o pior no nível de empregos desde 2006 na região

Indústrias da região têm o pior abril dos últimos 11 anos

Sair da crise não tem sido fácil para a indústria. Este ano o que se vê é uma situação atípica, bipolar para o setor. É o que mostra a pesquisa “Nível de Emprego Industrial”, divulgada na quinta-feira (17) pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), onde os números provam essa dificuldade. 

Depois de ter o melhor março dos últimos dois anos, a região de Araçatuba registrou o pior abril dos últimos 11 anos. O quarto mês do ano registrou queda de 0,27% no nível de empregos no território na comparação com 2016. Ou seja, 150 postos de trabalho deixaram de existir de um mês para o outro. Os dados levam em conta indústrias de 34 municípios da região de Araçatuba.

O levantamento feito pela Fiesp se opõe ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social na segunda-feira (15). Neste, o número de postos de trabalhos gerados na região mais do que dobrou em abril comparado com 2016, registrando saldo de 1.520 vagas abertas, 121% a mais que no ano anterior. Apesar dos números ruins no mês passado, a situação ainda aparece positiva. O acumulado do ano apresenta crescimento de 2,31% nas contratações, gerando 1,150 mil novos postos. 

NÚMEROS
Os setores que tiveram pior resultado foram o de confecção de artigos de vestuário e acessório, com queda de 8,57%; e artefatos de couro, calçados e artigos para viagem, registrando redução de 1,44%. O setor de calçados é importante para o levantamento, levando em conta que um dos maiores produtores nacionais do produto está na região, em Birigui.

Essa queda não significa demissões. “Apesar de sentirmos uma queda no mercado, não estamos demitindo — 2017 tem sido um ano atípico para a gente. Começamos bem, contratamos cerca de 350 funcionários, mas agora, do final de março e abril, sentimos um esfriamento no mercado", explicou o presidente do Sinbi (Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigui), Carlos Alberto Mestriner, proprietário da Klin, uma das maiores do polo calçadista.