Faturamento de comércio eletrônico com consumidores da região aumenta 37,7%

Houve elevação de R$ 16,4 milhões no 3º trimestre de 2017

Os consumidores da região voltaram a aumentar os seus gastos com comércio eletrônico. O faturamento das lojas virtuais com encomendas feitas por moradores do território cresceu 37,7% no terceiro trimestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Segundo a Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico, desenvolvida pela Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) em parceria com a Ebit, a região direcionou R$ 59,9 milhões para compras feitas em plataformas digitais entre julho e setembro do ano passado, ante R$ 43,5 milhões do terceiro trimestre de 2016. O aumento equivale a R$ 16,4 milhões. Os valores já foram atualizados conforme a inflação.
 
A receita gerada pela movimentação local mais recente é a maior para o período da série histórica iniciada em 2013. O faturamento do comércio eletrônico na região havia recuado 24,6% no acumulado de julho a setembro de 2016 em relação aos mesmos meses de 2015. O crescimento da região supera a média estadual. O comércio eletrônico paulista faturou R$ 4,19 bilhões no terceiro trimestre de 2017, 19,2% acima dos R$ 3,51 bilhões de julho a setembro de 2016. 

TÍQUETE
Tanto o número de pedidos quanto o custo médio de cada encomenda registraram um incremento no terceiro trimestre de 2017. De acordo com o levantamento, os consumidores da região fizeram 116.567 compras pela internet no período, quantia 16,9% superior aos 99.685 pedidos efetuados entre julho e setembro de 2016. Já o tíquete médio local subiu 17,8%, saltando de R$ 431,97 para R$ 508,72. O valor que o comprador da região desembolsou por encomenda feita em lojas virtuais no período foi o maior entre 16 faixas do Estado de São Paulo. 

O presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Araçatuba e Região), Gener Silva, lembra que os dados de 2017 são comparados com uma base fraca, já que o País enfrentava uma severa crise econômica, que encurtou a renda dos consumidores em 2016. Ele destaca que houve uma melhora no cenário financeiro no ano passado, marcada pela redução na taxa de juros, queda na inflação, além do avanço nos índices de confiança dos consumidores e empresários. 

MELHORA
“Com menos inflação, especialmente nos itens de maior peso no orçamento familiar (alimentação, habitação e transporte), há uma menor restrição orçamentária e isso estimula o desempenho das vendas do comércio tanto físico como eletrônico”, afirma o presidente do sindicato. 

Silva também acredita que o maior investimento das empresas em ferramentas de marketplace — plataformas virtuais que reúnem produtos oferecidos por um grande número de vendedores — favoreceram a atividade. 

Silva lembra que o tíquete médio é calculado por meio da divisão do faturamento real pelo número de transações, o que colabora para inflar a média regional de valor gasto por pedido. A região teve o menor número de encomendas e o segundo menor faturamento paulista, perdendo apenas para a região de Presidente Prudente, que movimentou R$ 53 milhões no comércio eletrônico no terceiro trimestre de 2017. 

O e-commerce praticado por Araçatuba representa 2,5% do varejo físico, percentual acima da média estadual de 2,7%, porém superior aos 1,8% das regiões de São José do Rio Preto e Sorocaba.

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