Estado aumentará número de mediadores nas escolas da região

A Secretaria da Educação de São Paulo ampliará o programa de mediação de conflitos capacitando novos educadores que terão a missão de prevenir desentendimentos em escolas estaduais entre alunos e educadores. De acordo com o órgão, na macrorregião de Araçatuba, que abrange as diretorias regionais de ensino de Andradina, Araçatuba, Birigui e Penápolis, serão 110 unidades beneficiadas.

Só na DE de Araçatuba serão 32 escolas, sendo 22 no município, três em Valparaíso, três em Guararapes, duas em Santo Antônio do Aracanguá, uma em Rubiácea e uma em Bento de Abreu. Atualmente a rede conta com 1,2 mil professores-mediadores em todo o Estado. 

Todas as cinco mil escolas terão agora, ao menos, um educador nesse papel. E em 1.795 haverá um segundo com o mesmo objetivo e para que trabalhem em conjunto. Hoje os vice-diretores de 2,3 mil unidades já são os responsáveis pela mediação. 

Com isso, o programa passará de 3,5 mil para 6.795 educadores. A capacitação ocorrerá por curso específico elaborado pela Efap (Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores). O objetivo é conhecer a fundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de aprender técnicas de justiça restaurativa.

CRITÉRIO
Além da capacitação, haverá a criação de um critério que mesclará vulnerabilidade social e notificação de casos de violência à secretaria para definição das escolas que terão dois profissionais como mediadores. Atualmente a distribuição ocorre de acordo com indicação de cada diretoria regional de ensino, sem um estudo mais aprofundado que relacione o ambiente social que a unidade está inserida.

Foram cruzados dados do IPVS (Índice Paulista de Vulnerabilidade Social) e do ROE (Registro de Ocorrência Escolar), que englobam desde indisciplina e bullying à agressão física. Levantamento realizado pelo Sistema de Proteção Escolar da pasta com 2.200 escolas de ensino fundamental e médio mostra que nos últimos três anos 70% diminuíram os episódios de violências e incidentes.

APEOESP
Reportagem publicada em agosto pela Folha mostrou que, levantamento feito pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), com base em dados de 2013, apontou que 44% dos professores estaduais já sofreram algum tipo de violência verbal ou psicológica e 9% dos profissionais foram agredidos por alunos em sala de aula.

Os dados foram divulgados pela presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, durante visita na região. Segundo ela, os números, além de serem alarmantes, são resultados da falta de ações governamentais. "Isso demonstra que a autoridade do professor não existe mais e que a existência de um profissional mediador desempenha um papel muito importante nos conflitos que venham a ocorrer na sala de aula", disse, na época.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.364864

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