Processo de recuperação judicial da Renuka do Brasil se arrasta desde outubro de 2015

Demissão em usina: acordo define pagamento em seis parcelas

O grupo sucroalcooleiro Renuka do Brasil e o Sindalco (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria e Fabricação de Álcool) de Araçatuba chegaram a um acordo para pagamento das rescisões trabalhistas dos 400 trabalhadores demitidos da usina Revati, em Brejo Alegre. O grupo concordou em reduzir o número de parcelas e iniciar os pagamentos em janeiro.

Em novembro, com o término da safra, os funcionários da usina foram orientados a permanecer em casa e uma semana depois, foram chamados até a usina Madhu, para assinar as rescisões. Na ocasião, foi proposto parcelar os pagamentos em oito meses, com a primeira parcela sendo quitada em maio de 2018.

O presidente do Sindalco, José Roberto da Cunha, informa que essa proposta, que previa o pagamento à vista da multa rescisória e a liberação do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) depositado em conta, foi rejeitada pelo trabalhadores. Em novo encontro, na segunda-feira (18), foi assinado o acordo que mantém o pagamento imediato da multa rescisória e liberação do saldo do FGTS, porém, reduz o número de parcelas das verbas rescisórias para seis. Elas serão pagas a partir de 30 de janeiro e as demais a cada 30 dias.

PARCELAS
Também ficou definido que as parcelas a serem pagas terão correção monetária de 1% ao mês, já a partir da primeira, e não poderão ser inferior a R$ 700,00. Ou seja, o trabalhador que tiver até R$ 3.500,00 a receber, poderá ter o pagamento concluído antes de 30 de junho. "É importante deixar claro que mesmo os trabalhadores que voluntariamente assinaram o termo rescisório receberão as parcelas de acordo com o que foi acertado com o sindicato", explica.

De acordo com Cunha, o grupo Renuka concordou em assinar o acordo dessa forma porque obteve recursos com a venda de cana que possuía ainda plantada.
Ele informa que o acordo é válido apenas para os funcionários da usina de Brejo Alegre, mas o mesmo sistema deve ser adotado com os trabalhadores na usina Madhu, de Promissão. De acordo com o sindicalista, a unidade encerrou a safra na segunda-feira e, diferentemente da Revati, deverá moer em 2018. Por isso, haverá demissões, porém, ainda não informada a quantidade de desligamentos.

RECUPERAÇÃO
Desde 2015 a Renuka do Brasil está em processo de recuperação judicial e a unidade de Brejo Alegre, com capacidade instalada para moer quatro milhões de toneladas de cana por safra, deve ir a leilão. A venda estava prevista para setembro, mas foi suspensa a pedido do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

LINK CURTO: http://folha.fr/1.380660

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook