Roni Ferrareze será investigado por possível infração político-administrativa

CP emite parecer pelo prosseguimento de denúncia contra Roni

A CP (Comissão Processante) para investigar possível prática de infração político-administrativa do prefeito de Valparaíso, Roni Ferrareze (PV), emitiu parecer pelo prosseguimento da denúncia na Câmara. Uma sessão extraordinária será convocada para os parlamentares deliberarem se Roni permanecerá no cargo durante as investigações. Ele precisará de pelo menos quatro votos favoráveis para continuar no posto. O único integrante contrário à decisão de continuar as apurações foi o membro da comissão José Carlos Pereira (PT).

Independente do resultado da votação sobre a permanência de Roni no Paço Municipal, a comissão dará, agora, início à fase de instrução do processo. O presidente da CP, Eurípedes Alves, o Gugu (PR), deverá determinar atos, diligências e audiências. Após isso, o chefe do Executivo terá cinco dias para apresentar suas razões por escrito.

Em seguida, a comissão emitirá novo parecer, desta vez pela cassação ou não de Roni, e solicitará a convocação de uma sessão para julgamento. Para cassar o mandato do prefeito, serão necessários oito votos (dois terços) pela procedência da denúncia. A CP tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos de investigação.
Gugu disse à reportagem que a defesa apresentada pelo prefeito não o convenceu, nem convenceu o relator da comissão, o vereador Carlos Alexandre Pereira (PPS). Ele disse que ainda não havia, até o fim da tarde de ontem, uma data para a extraordinária que vai decidir se Roni será afastado até a conclusão dos trabalhos da CP. Já Pereira afirmou que seu parecer pelo arquivamento se deu por conta de, até o momento, a comissão não ter encontrado irregularidade cabível de punição.

DENÚNCIA
A denúncia contra Roni foi feita pelo seu ex-secretário de Indústria e Comércio e Administração Edson Jardim Rosa. Ele gravou conversa em que, supostamente, o prefeito e seu chefe de Gabinete, Gustavo Tonani, lhe oferecem vantagens ilícitas em licitação para pintura de caixas d’água e falam sobre a abertura de empresas por membros do grupo político do atual governo para ganhar contratos com o município. Os áudios viralizaram pelo Whatsapp e muitos munícipes utilizaram as redes sociais para comentar o caso.

Roni disse que o parecer é contraditório. Ele falou que os áudios e suas transcrições não foram periciados para se ter uma certeza de que não foram editados. Além disso, o prefeito assinalou que nenhum contrato ilegal foi firmado com o ex-secretário. “Protocolei a mesma denúncia em diversos órgãos que têm competência para investigar. Por que isso não foi feito pelo denunciante? (...) É uma decisão política”, comentou o chefe do Executivo.

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