Roni Ferrareze será investigado por possível infração político-administrativa

Câmara aprova abertura de CP para investigar prefeito de Valparaíso

Votação só teve um voto contra

A Câmara de Valparaíso aprovou na última terça-feira (23) a abertura de CP (Comissão Processante) para investigar denúncia por possível infração político-administrativa contra o prefeito Roni Ferrareze (PV). Dos 11 vereadores, apenas o parlamentar Marcos Alexandre dos Santos (PRB) foi contrário às apurações, sendo vaiado por quem assistia à sessão. 

Não houve discussão da denúncia, mas a cada voto favorável à abertura da comissão o público presente aplaudia e gritava com entusiasmo. Mesmo sendo investigado, o chefe do Executivo permanecerá no cargo. 

Na mesma sessão foram designados os membros da CP. O presidente será o vereador Eurípedes Alves, o Gugu (PR). Já a relatoria ficou com o parlamentar Carlos Alexandre Pereira (PPS). José Carlos Pereira (PT) será membro da comissão. 

O grupo terá 90 dias para concluir os trabalhos de investigação. Durante a fase da sessão para explicações pessoais, José Carlos comentou que a Câmara não votou pela cassação de Roni, mas para investigar uma denúncia. 

Na semana passada, o ex-secretário de Indústria e Comércio e de Administração do atual governo Edson Jardim Rosa protocolou no Legislativo a denúncia e o pedido de abertura de CP, narrando que gravou conversa com Roni e seu chefe de gabinete, Gustavo Tonani, na qual eles teriam lhe oferecido vantagens ilícitas em licitação para pinturas de caixas d'água e falado sobre a abertura de empresas por pessoas do grupo político para obter contratos com o município. 

PROCEDIMENTO
Segundo o regimento interno da Câmara, o presidente da CP deverá iniciar os trabalhos de apuração dentro de cinco dias, notificando o prefeito para que apresente defesa prévia por escrito em um prazo de dez dias. 

Após o término desse período, a comissão emitirá um parecer, em até cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou não da denúncia. Neste último caso, o entendimento da comissão será submetido ao plenário. 

Se a CP opinar pelo prosseguimento da denúncia, seu presidente designará o início da instrução e determinará atos, diligências e audiências. Depois dessa fase de instrução, o prefeito terá cinco dias para apresentar suas razões por escrito. Em seguida, a comissão emitirá parecer pela procedência ou não da acusação e solicitará ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão para julgamento. Para cassar o mandato de Roni, serão necessários oito votos (dois terços) pela procedência da denúncia. 

RESPEITO
Roni disse à reportagem que respeita à votação da Câmara e à investigação da CP. “A Câmara tem total liberdade de votar. Acho que é esse o caminho para um País mais correto e transparente”, comentou o prefeito. Em relação à denúncia, ele disse que está tranquilo. “Jamais cometi qualquer irregularidade”, afirmou Roni.

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