Corpo de Débora estava caído no chão de um quarto, com punhal cravado no peito

Bancária assassinada a facadas é sepultada na região

Marido é principal suspeito do crime

O corpo da bancária Débora Goulart Subires, 33 anos, morta a facadas na segunda-feira, em Tupã (a 126 km de Araçatuba), foi enterrado na quarta-feira (23) em Luiziânia, após ser velado no anfiteatro municipal. O principal suspeito do crime é o marido dela, um homem de 37 anos, que está foragido. 

Segundo informações da imprensa local, ele era segurança na agência bancária onde a vítima trabalhava e o casal estaria em processo de separação. Consta no boletim de ocorrência que colegas de trabalho chamaram a polícia porque Débora não apareceu no banco e não atendia aos telefonemas. Os policiais militares encontraram a casa dela com a porta da cozinha aberta. O corpo estava caído no chão de um dos quartos, com um punhal cravado no peito.

A bancária também tinha cortes no pescoço e vestia calça legging, tênis, camiseta regata e top, o que indica que ela iria ou havia retornado da academia. Testemunhas relataram que o casal brigava constantemente e que o suspeito a ameaçava de morte, mas Débora nunca registrou boletim de ocorrência. O marido da vítima teria fugido com o carro dela, um Fiat Punto. Ele teria levado o celular dela e um computador ligado ao sistema de monitoramento do imóvel.

CÃES
Os quatro cães que estavam na porta do quarto onde o corpo foi encontrado foram abrigados por funcionários de um pet shop. O caso é investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e registrado como feminicídio, conforme lei aprovada em março de 2015.

Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher. O Brasil, que mata aproximadamente 13 mulheres por dia, segundo o Atlas da Violência de 2017, é o 5º país com maior taxa de violência contra a mulher.

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