Sindicato constatou estrutura precária em pronto-socorro

Andradina sofre com falta de profissionais, remédios e fila de espera

Informações estão em denúncia levada ao Simesp

Falta de condições físicas e técnicas para atendimento. Número insuficiente de profissionais. Carência de medicamentos e materiais. Filas de espera de quatro horas — 100% a mais do que o tempo recomendado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Estas são algumas das denúncias recebidas recentemente pelo Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) sobre a situação da saúde pública em Andradina. 

De acordo com o presidente do sindicato, Eder Gatti, as denúncias foram feitas pelos próprios médicos das unidades mantidas pela rede municipal. 
As primeiras, conforme ele, vieram da atenção básica, setor que responde pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Esses profissionais da saúde também apontaram problemas no pronto-socorro, pois havia somente uma unidade desse tipo na cidade e atrelada à Santa Casa.

Segundo Gatti, o que chamou mais atenção do Simesp foi a falta de estrutura do serviço de urgência e emergência, pois faltavam remédios e equipamentos, principalmente, para o atendimento emergencial. Gatti relatou que a Secretaria Municipal de Saúde reconhece o problema, mas se apega ao fato de a Santa Casa possuir UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

No entanto, Gatti ressaltou que os médicos afirmam que a entrada para o hospital é o pronto-socorro. “Não existem condições para dar atenção à população”, assinalou Gatti. Ele comentou que é necessária a contratação de mais um plantonista para a saúde. Além disso, segundo Gatti, há defasagem nos salários dos médicos.

Entre as denúncias recebidas pelo sindicato, está o pagamento de profissionais pela Prefeitura por meio de RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) por tempo indeterminado. Segundo o Simesp, esse tipo de pagamento só pode ser feito para contratações de emergência em um prazo máximo de 30 dias. 

DISCUSSÃO
Gatti contou que essas situações foram levadas à Secretaria Municipal de Saúde no último dia 14. De acordo com Gatti, o secretário Marcelo Gimenez Bernardes da Silva se mostrou disposto a conversar, o que fez o diálogo progredir. 

O presidente do sindicato disse que vai voltar a conversar com a administração municipal daqui a duas semanas, por meio de vídeo-conferência. Antes, porém, ele falará com os médicos da saúde pública da Andradina, que ficaram de fazer um relatórios sobre os problemas existentes. Esse levantamento, conforme Gatti, será levado ao titular da secretaria. “O secretário ficou de estudá-lo para avaliar as medidas que forem cabíveis. É preciso dizer que o problema não está resolvido, mas o diálogo foi aberto”", comentou. 

O líder do sindicato disse espera que a visita feita na semana retrasada seja o pontapé inicial para organizar uma saúde digna para a população de Andradina e que a Prefeitura abra um canal para melhorar o atendimento, olhando para a população, que será a grande beneficiada com as melhorias.


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