Conforme a Clealco, a manobra deverá atrasar recomposição da unidade industrial da Campestre

Acionistas da Campestre tentam impugnar a venda para Clealco

Os acionistas da Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre, querem impedir a concretização da venda da UPI (Unidade de Produção Independente) para a Clealco. O pedido de impugnação à arrematação foi protocolado no final da semana passada por membros da família Egreja, na Justiça de Penápolis.

A venda foi aprovada em assembleia com credores da Campestre. A UPI está sendo negociada com a Clealco pelo valor de R$ 187 milhões. O negócio foi fechado mediante o compromisso de fornecimento de 1,4 milhão de toneladas de cana-de-açúcar para a próxima safra.

A Clealco, que possui usinas em Clementina e Queiroz, inclusive efetuou depósito em juízo o valor de R$ 19,7 milhões, no dia 20 de novembro, para confirmar seu interesse na aquisição. De acordo com a assessoria de imprensa do grupo, diante do pedido de impugnação, a Justiça de Penápolis que está tratando da venda judicial da UPI fica impedida de emitir a carta de posse aos compradores.

ATRASO
Conforme a Clealco, a manobra deverá atrasar todo o processo de recomposição da unidade industrial, que precisa ser preparada, com a contratação de funcionários e organização da indústria para a safra 2014/2015. Se o processo tivesse ocorrido da forma que estava prevista, os acionistas da Campestre poderiam sacar o valor em depósito a partir do próximo dia 10.