A nova modalidade de abuso sexual

Viagens estão cada vez mais caras e, por isso, usuário quer segurança

O que poderia parecer caso isolado já começa a desafiar as autoridades. O combate ao abuso sexual, tão difundido em campanhas e até com data em que se procura estimular a conscientização para o problema, vem ganhando uma nova modalidade. Trata-se do assédio dentro dos ônibus de viagem. Um exemplo concreto, e de forma inescrupulosa, foi registrado na região nesta semana em um veículo que vinha de São Paulo com destino a Araçatuba.

Reportagem publicada pela Folha da Região noticiou que um homem de 59 anos de idade foi preso acusado de abusar de uma mulher de 29. Conforme a denúncia, para praticar o ato, o agressor fez questão de mudar de lugar, sentando-se ao lado da vítima para passar as mãos nas partes íntimas dela e praticar outros gestos obscenos. Coincidência ou não, o “modus operandi” segue o ritual de outros crimes do tipo registrados recentemente em diferentes cidades do País, que também resultaram em prisão.

E pior: os autores, pelo menos nos casos vindos à tona, são reincidentes. Ou seja, já são figuras carimbadas nos meios policiais pelos crimes sexuais. Assim era o acusado preso no ônibus que saiu da capital paulista para a região, que responde a três denúncias do tipo. 

Há de se destacar um ponto positivo na solução desses casos: rapidez. Ao tomar conhecimento do episódio, o motorista do ônibus, logo, acionou a Polícia Militar. 

Diante de tantas similaridades, é oportuna a campanha lançada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) intitulada “Juntos Podemos Parar o Assédio Sexual nos Transportes”, que procura conscientizar, via mensagens publicitárias, as pessoas a denunciar cenas que evidenciem abuso sexual dentro dos ônibus. O TJ propõe até um curso reflexivo para os infratores.

Espera-se também alguma postura por parte das empresas responsáveis pelo transporte rodoviário. Ora, poderão elas próprias ter prejuízo com esses casos, fazendo com que clientes evitem viagens de ônibus ou, então, respondendo por eventual omissão, quando algum motorista não tomar atitude diante de uma denúncia. 

E mais: com as passagens cada vez mais caras, o mínimo a se esperar, por parte de quem viaja, é conforto e segurança, mas, nesse caso, não só a proteção contra acidentes, mas também contra a prática criminosa nos veículos. A colaboração das empresas às investigações seria fundamental. Um sistema de monitoramento contribuiria muito. São alternativas para a intimidação desses bandidos e que ajudariam no esclarecimento dos crimes cometidos.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.364727

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