
Rio de Janeiro - O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, afirmou hoje (23) que, depois do terremoto, o Haiti precisa ser refundado economicamente, social, política e institucionalmente. Bellerive participou de um painel sobre a reconstrução do Haiti durante o Fórum Urbano Mundial, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.
"O Haiti de antes de 12 de janeiro não interessa mais a ninguém. Era um país mal construído, que não controlava a população e onde os serviços básicos não eram coerentes. Não podemos construir um futuro em cima da infelicidade e dos cadáveres, mas precisamos aprender lições (para construir um país melhor)", disse o primeiro-ministro.
Segundo Bellerive, o Haiti tem um plano de reconstrução nacional, que será apresentado em uma conferência de países doadores, em Nova York, no próximo dia 31. O primeiro-ministro haitiano informou que o plano prevê a criação de um fundo transparente e de uma agência de reconstrução para a nação caribenha.
RECEITA
Bellerive disse que hoje restam ao Haiti somente de 20% a 30% das receitas que o país tinha em seu orçamento antes do terremoto, que matou centenas de milhares de pessoas e destruiu um número ainda maior de casas e prédios públicos. Por isso, o país precisa de US$ 350 milhões para complementar seu orçamento e de mais de US$ 3 bilhões nos próximos 18 meses para que possa se reconstruir.
Entre os projetos de Bellerive estão o estímulo ao desenvolvimento local, a reconstrução de infraestrutura energética, de transportes e de comunicação, a garantia da segurança alimentar, a recriação de sistemas de educação e saúde para toda a população.
O primeiro-ministro agradeceu o apoio recebido do Brasil antes e depois do terremoto e disse que o Haiti considera o Brasil um grande parceiro.
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