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História

Domingo, 24 de dezembro de 2000

Folhinha da Região

POLÊMICA
Você acredita que o 
bom velhinho exista?

Eder Parladore

Um velhinho de barbas brancas e roupas vermelhas que mora na Lapônia e todos os anos anda num trenó puxado a rena distribuindo presentes para as crianças do planeta inteiro. Todo mundo conhece a história do Papai Noel. Mas, você acredita que ele exista?
A Folhinha da Região entrevistou cinco crianças da escola estadual Cristiano Olsen, de Araçatuba, para saber se elas acreditam ou não na existência do bom velhinho. E o resultado acabou virando polêmica: três acreditam; duas, não. Quem acredita quis convencer quem não acredita e vice-versa.
A estudante Natália Queirós da Silva, de 7 anos, é como São Tomé — só vendo para crer. “Eu não acredito porque eu nunca vi. O que eu vejo é essa gente vestida de Papai Noel distribuindo bala nas ruas”, diz. “Os adultos acham que nós, as crianças, somos bobos, que nós acreditamos no Papai Noel. Mas é tudo mentira”, afirma, desiludida.
A amiga Mariana Pincetti Corassa, de 8 anos, concorda com Natália. “Eu não acredito. A gente sabe que o Papai Noel são pessoas fantasiadas. No ano passado, minha mãe mandou eu fechar os olhos porque queria me fazer uma surpresa. Aí, quando eu abri os olhos, vi uma piscina, que tinha ganho de presente. Ela disse que era o Papai Noel que tinha dado, mas eu sei que não foi”, conta.
Apesar de não acreditar, Mariana gostaria que ele existisse. “Seria muito bom se o Papai Noel existisse e desse comida para os pobres no Natal”, deseja.
Já Natália Andreza Mantovani, de 7 anos, acredita em Papai Noel. “Meu pai também acredita”, ressalta. “O Papai Noel mora no Pólo Norte e fabrica brinquedos o ano inteiro. No Natal, ele vem para cá de trenó, só que demora um pouco”, calcula.
O estudante Harrison Luís dos Santos Ribeiro, de 7 anos, também acredita em Papai Noel. “Foi meu irmão que me contou do Papai Noel. No começo, eu não acreditei. Mas, hoje, eu acredito”, confessa.
Harrison, no entanto, faz uma advertência. “Ele só dá presente para as crianças boas”, diz. “Como eu fui bom este ano, acho que mereço um presente”, complementa.
A estudante Karine da Silva Shibaki, de 7 anos, é outra que acredita na existência do bom velhinho. “Papai Noel existe sim, mas até hoje não me deu nenhum presente”, revela, triste. Quem sabe se ele não aparece este ano?

Foto: Paulo Gonçalves

Os estudantes (da esq. para a dir.) Karine, Harrison, Natália Andreza, Natália Queirós e Mariana
 

Papai Noel existe

O Papai Noel foi inspirado no bispo Nicolau, que viveu na cidade de Myra, Turquia, no século 4. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Ele colocava um saco com moedas de ouro na chaminé das casas.
O bispo só foi declarado santo depois que muitos milagres foram atribuídos a ele. Sua transformação em símbolo do Natal aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo.
A história do velhinho de barba comprida que anda num trenó ganhou força mesmo nos Estados Unidos. A figura do Papai Noel que se conhece hoje foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista “Harper’s Weekly”, em 1881.
Papai Noel mora, provavelmente, em Rovaniemi, capital da região da Lapônia, no Círculo Polar Ártico. Segundo a lenda, ele está com mais de 500 anos e tem carteira de habilitação para dirigir trenós. (Guia dos Curiosos)
 

Menina fez pergunta
para jornal em 1897

Em 1897, o jornal “The New York Sun” respondeu a carta de uma menina de 8 anos, Virginia O’Hanlon, que perguntava se Papai Noel existe. Confira:

“Sim, Virginia, existe Papai Noel.
Virginia, seus amiguinhos estão errados. Eles têm sido afetados pelo ceticismo de uma era marcada pela descrença das pessoas.
Eles não acreditam no que não vêem. Eles não acreditam no que suas pequenas mentes não podem entender.
Todas as mentes, Virginia, são pequenas, não importa se são de crianças ou de adultos.
Neste nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiga, quando seu cérebro é comparado com o infinito mundo ao seu redor, ou quando ele é medido pela inteligência capaz de absorver toda a verdade e conhecimento.
Sim, Virginia, existe Papai Noel.
É tão certo que ele exista, como existe o amor, a generosidade e a devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância para dar mais beleza e alegria a nossas vidas.
Ah! Como o mundo seria sombrio se Papai Noel não existisse! Seria tão triste como se não existissem Virginias. Não haveria então a fé das crianças, a poesia, nenhum romance que tornasse tolerável a existência. Nós não teríamos nenhuma felicidade, exceto em nossos sentidos. A luz acesa com a qual as crianças enchem o mundo estaria apagada.
Não acreditar em Papai Noel! É como não acreditar nas fadas.
Você deveria pedir ao seu pai que contratasse muitos homens para que eles vigiassem todas as chaminés, e assim você pegaria o Papai Noel, mas, mesmo que você não o veja descendo por uma das chaminés, o que isso provaria?
Ninguém vê Papai Noel, mas não há nenhum indício de que ele não existe. As coisas mais reais deste mundo são aquelas que nem as crianças e nem os adultos podem ver. Você já viu as fadas dançando no campo? Claro que não, mas não existem provas de que elas não estão lá. Ninguém pode compreender ou imaginar todas as maravilhas do mundo que são invisíveis e que nunca poderão ser admiradas.
Você quebra o chocalho de um bebê e vê o que faz o barulho por dentro dele, mas existe um véu que cobre o mundo invisível, que nem mesmo o homem mais forte, nem mesmo a união das forças dos homens mais fortes do mundo poderia rompê-lo.
Apenas a fé, a poesia, o amor e a imaginação podem abrir esta cortina, ver e pintar a beleza sobrenatural e a glória que estão por trás dela. E tudo isso é real?
Ah, Virginia, em todo esse mundo não há nada mais real e permanente.
Não existe Papai Noel? Graças a Deus que ele vive, e que viva para sempre. Daqui a mil anos, Virginia, ou daqui a cem mil anos, ele continuará a trazer alegria para o coração das crianças.”
 

LITERATURA
Livro envolve fantasmas e História

Foto: Reprodução

A família de Rogério vai morar num casarão próximo à cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Mal imaginam que se trata de uma casa mal-assombrada.
Tudo começou com a história de amor entre Esteban e Maria Isabel, ainda no final do século XVII e início do XVIII, no sertão do Brasil, onde moraram com os índios, vindo depois a se estabelecer em Vila Rica do Albuquerque. Algumas gerações depois, é construído por esta mesma família, já na época da Inconfidência Mineira, um casarão para Mateus e Ana, a mando de dona Maria Cândida, mãe de Mateus. Mas os personagens se envolvem em acontecimentos trágicos, e daí é que surgirão os fantasmas que, em 1999, assombram o casarão da família de Rogério. Mas é chegada a hora de eles irem embora, libertarem-se. E, num sonho, um dos fantasmas revelará a Rogério como ajudá-los nessa travessia.
O livro “Os Fantasmas da Rua do Canto” mescla ficção e História. As tramas misturando índios, bandeirantes, escravos e incofidentes e a passagem do casarão através dos séculos enriquecem o enredo e tornam a História do Brasil mais viva.
A autora Luci Guimarães Watanabe, mineira de Divinópolis, estreou como escritora em 1984, com o livro “O Casebre do Fantasma”. Desde então, vem cada vez mais se consagrando no universo da prosa juvenil.
O ilustrador Rodval Matias é paulista de Novo Horizonte. Começou profissionalmente desenhando histórias em quadrinhos. Essa viagem pela H.Q. culminou em três álbuns para a Bélgica, sobre os bandeirantes, tema pelo qual é apaixonado. Trabalha com várias editoras ilustrando livros didáticos, paradidáticos, religiosos, capas de livros, além de CD-ROM e fitas de vídeo.
“Os Fantasmas da Rua do Canto” faz parte da Coleção Jabuti/Aventura da Editora Saraiva e custa R$ 10,20.
 

Uma janela para o crime

Foto: Reprodução

Lígia, agente da Polícia Federal, acaba de concluir seu curso em Brasília e esta voltando para casa, em São Paulo, para trabalhar no aeroporto, onde cuidará da parte burocrática, controlando o embarque e desembarque de passageiros.
Ainda no avião, descobre pelos jornais que o pai de sua amiga, proprietário de uma construtora, está desaparecido há dois meses, vítima de um seqüestro.
Dias depois de sua chegada, a amiga contratada para investigar o caso. Aos poucos, Lígia vai acertando o caminho para resolução do crime. O que ela não imaginava era que se envolveria numa história misteriosa e cheia de perigos.
O autor de “Uma Janela para o Crime”, Cloder Rivas Martos, professor e conhecido autor de livros didáticos de língua portuguesa, está estreando na literatura juvenil com esta obra, que inspirou-se na vida de sua sobrinha, agente de Polícia Federal: “Sempre que conversamos, provoco-a para que fale dos trabalhos e das pessoas que ela encontra... misturei as verdades que a sobrinha conta com mentiras que o tio inventa e assim nasceu Uma Janela para o Crime.”
O ilustrador Marcelo Martins desenha, como muitos, desde criança, mas nunca estudou arte. Estudava economia na USP quando foi convidado a estagiar numa agência de publicidade. Acabou se formando em publicidade pela ESPM e trabalhou exclusivamente com propaganda e arte durante oito anos. Durante esse período, surgiu a oportunidade de fazer histórias em quadrinhos para o exterior, e com ela muitas outras portas se abriram. Desde então, a arte ocupa um papel definitivo em sua vida, principalmente como forma de expressão e realização.
“Uma Janela para o Crime” é da Coleção Jabuti/Aventura (Saraiva) e custa R$ 10,20.
 



 

CRIATIVIDADE
Crianças pintam um ‘Feliz Natal’

Estudantes de Araçatuba fizeram ilustrações sobre o Natal para a Folhinha da Região. Nesta página, alguns dos trabalhos selecionados.


Thiago


Beatriz


Jefferson


Alunos fazem árvores 
 


Foto: Mário Policeno

Natália Andreotti

O s alunos de 1ª a 4ª série da escola Thathi-Coc, em Araçatuba, soltaram a criatividade neste final de ano e produziram árvores de Natal apenas com folhas de revistas, spray e balas. As árvores foram usadas para enfeitar a escola e as casas dos alunos. Além disso, algumas foram enviadas para empresas da cidade, inclusive para a Folha da Região. 
Segundo a coordenadora de 1ª a 4ª série da escola, Patrícia Amantea dos Reis Ferraz, as árvores de Natal foram confeccionadas durante as aulas de educação artística. “Conseguimos fazer enfeites bonitos e baratos, usando material simples, que podem ser encontrados facilmente”, diz. 
Patrícia explica que, todos os anos, os alunos fazem trabalhos diferentes, sempre tendo como tema, o Natal. Ao invés das mensagens tradicionais de boas festas, os alunos optaram por colocar uma singela historinha natalina, chamada “Companheiros de Sonho”. Confira:
“No café da manhã, Paulinho, de 5 anos, conta para a família o belo sonho que teve. Estava numa festa cheia de crianças. Doces, diversões e até palhaço. No meio da narração, Paulinho se atrapalha e não sabe como prosseguir. Volta-se para o irmão de 10 anos, pedindo socorro: ‘Marcelo, me ajuda a contar o sonho’. E o irmão: ‘Foi você quem sonhou, não eu’. E Paulinho: ‘Eu sei, mas você estava no meu sonho’. Lógica de criança. Lógica de Deus. O Universo é um sonho divino. E você está neste sonho”. 
 

Um Natal ‘reciclado’ no X-TUDO

O X-TUDO especial de Natal vai ao ar hoje às 15h. O programa mostra que o Natal é também o momento em que podemos reciclar a nossa vida, recuperando sentimentos e reaproveitando objetos. Com este espírito, o X-TUDO mostra como fazer um bolo delicioso com casca de banana e mostra que tudo, desde uma palavra amiga até uma
mágica, pode ser um presente. 
O programa explica ainda como surgiram algumas das tradições de Natal e crianças falam sobre o que gostam nas festas de final de ano. Tudo em diferentes cenários de objetos reciclados.
O X-TUDO começa quando Rosiane Siqueira recebe do chefe a incumbência de preparar um especial de Natal de última hora. Preocupada com a falta de tempo, ela consulta os outros apresentadores em busca de idéias para o programa, mas todos têm idéias convencionais. Joyce Roma fica cercada de vários pinheiros enfeitados no quadro Experiência; Maurício Xavier, vestido de Papai Noel, explica de onde surgiram os cartões de Natal, o presépio e porque os presentes são entregues pela chaminé, no quadro Curiosidade. 
Já os mágicos Alejandro Muniz, André Pereira, Rafael Tubino só pensam em presentes enquanto Rosiane se enfeita mais do que uma árvore natalina.
É o boneco X que tem a idéia de um especial de Natal completamente diferente de tudo que já foi feito antes. Com o tema reciclar o programa ensina que esta é uma época ideal para se recuperar muitas coisas e sentimentos. O X-TUDO ganha então cenários especiais, fabricados em maquete com produtos reciclados, e mostra que o Natal não é só presentes. 
No quadro Culinária, Rosiane prepara um bolo de cascas de banana. No Experiência, Joyce Roma faz um telefone de sucata e fala da importância da comunicação. Os mágicos apresentam um número de multiplicação. 
 

Olha quem está falando

Quais as férias dos seus sonhos?

“Ir a Porto Seguro, na Bahia, para brincar com a minha prima. Jogar bastante videogame e andar de bicicleta.”
Tamara Silva Viana, 10 anos

“Ir ao Playcenter para andar na montanha-russa e no kamikaze. Também gostaria de conhecer as praias do Rio de Janeiro.”
Fernando Bastos de Oliveira Proietti, 10 anos

Fernando Bastos de Oliveira Proietti, 10 anos
“Ver o mar do Rio de Janeiro e jogar bola na areia.”
Luan Diego Bernal Coelho, 10 anos

“Ver meus parentes em Francisco Beltrão, no Paraná, e brincar de boneca e vôlei com minha prima e meu primo.”
Suélen Bertuol da Silva, 10 anos