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BIRIGÜI 
Diretor promete divulgar 
laudo de merenda estragada  

Cláudia Russo  

     A Direção Regional de Saúde (Dir-6) de Araçatuba promete divulgar na segunda-feira o relatório final da análise da merenda que contaminou 1.800 pessoas, a maioria crianças, em novembro do ano passado, em Birigüi. 

A Folha da Região apurou que o relatório está com o diretor regional, Armando Salineiro Júnior, desde quinta-feira da semana passada. No entanto, ele diz ter recebido o documento na última terça-feira. 

O resultado será conhecido 76 dias após a contaminação. Os inquéritos e sindicâncias que apuram o caso estão parados à espera da conclusão. 

O documento, que aponta como ocorreu a contaminação, será apresentado numa reunião, às 9h, na sede da Dir-6, em Araçatuba, com o secretário municipal de Saúde de Birigüi, Milton Vicente, e representantes das vigilâncias sanitárias estadual e municipal. 

As análises esclarecem se o problema nos alimentos ocorreu na fabricação, distribuição ou preparo na cozinha piloto de Birigüi. 

BACTÉRIAS - A análise fiscal foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) de São Paulo a partir de amostras de lingüiça e mortadela do mesmo lote dos produtos enviados a Birigüi. Os alimentos são distribuidos no mercado pelo Atacadão Alimentar Distribuidora, de São José do Rio Preto. É esse resultado, confrontado com o resultado da análise dos alimentos da merenda, que faltava para a elaboração do relatório. 

A contaminação da lingüiça e mortadela da merenda por três bactérias (estaphilococus aereus, bacillus cereus e coliformes fecais) foi comprovada por exames no Adolfo Lutz de Araçatuba. O índice de contaminação foi 10 vezes maior do que o considerado impróprio para o consumo. 

O cardápio era composto de arroz, feijão e farofa feita de farinhas de milho e mandioca, milho, ervilhas, mortadela e lingüiça. 

A refeição servida a estudantes entre 7 e 12 anos de 17 escolas estaduais e de entidades do município causou dor de barriga, vômito e dor de cabeça. Foram intoxicadas as crianças que consumiram a merenda no período da tarde. Elas foram internadas em hospitais da região e liberadas horas depois. 

A cozinha piloto, que preparou a merenda, foi interditada pela Vigilância Sanitária Estadual, que determinou algumas reformas no prédio para a reabertura. 
 

Reforma da cozinha está atrasada  

     A reforma da Cozinha Piloto de Birigüi não ficará pronta até o início das aulas, no próximo dia 8. O Departamento Municipal de Obras e Projetos, responsável pela execução da obra, deve entregar o prédio pronto no próximo dia 22. 

Segundo o diretor do departamento, engenheiro Maurício Pereira, no prédio ainda faltam forro, piso e pintura geral. Foram feitas reformas na câmara fria e hall de entrada, parede de isolamento da área de lavagem e cobertura e troca de vidros novos e caixas sanfonadas de grelha de alumínio e fiação elétrica. 

A obra começou há 30 dias, sob instruções da Vigilância Sanitária Estadual. Segundo Pereira, está dentro do cronograma previsto. O atraso de alguns dias, considerado normal, ocorreu devido às chuvas. 

O prédio que hoje abriga a Cozinha Piloto do município foi adaptado há 13 anos para abrigá-la. No local funcionou o matadouro municipal e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp). 

Enquanto a cozinha não estiver preparada para voltar a fazer a merenda, os estudantes consumirão cardápio composto por bolachas, geléias, margarina, bebiba láctea e canja desidratada. A canja, que só necessita de água fervida para o preparo, será feita nas escolas. A merenda é fornecida pela prefeitura e Departamento Estadual de Suprimento Escolar. 

Os alimentos sólidos que sobraram na cozinha piloto após a intoxicação foram doados a entidades locais, depois de exames, com autorização da Vigilância Sanitária Estadual. De acordo com o diretor da cozinha piloto Fernando Abrahão, a licitação para compra de alimentos da merenda está em andamento. A reabertura da cozinha depende de autorização da Vigilância Sanitária Estadual, após nova inspeção no prédio. (C.R.) 
 

Merenda intoxicou 1,8 mil pesssoas  

     Na tarde do dia 18 de novembro, cerca de 1,8 mil pessoas, a maioria crianças, ficaram intoxicadas com a merenda servida em 17 escolas estaduais e 10 entidades municipais e particulares de Birigüi. Logo faltaram leitos e muitas crianças foram atendidas nos jardins da Santa Casa, antes de serem transferidas para quatro hospitais da região. 

Em um hora, a Santa Casa gastou mais de 500 ampolas de Plasil, mil frascos de soro fisiológico, três mil seringas, 400 ampolas de Dramin, 300 ampolas de Amitacina entre outros medicamentos e material de consumo médico. Só de compra emergencial, o hospital gastou R$ 12 mil naquela tarde. 

A cozinha piloto foi interditada no mesmo dia e lacrados os compartimentos de estocagem de alimentos. Foram recolhidas amostras de produtos usados na produção da merenda, dos resots de merenda que sobrou pronta na cozinha e da que foi distribuída às escolas. 

A refeição continha arroz branco, feijão e uma farofa feita com farinha de mandioca e milho, cenoura, ervilha, milho, lingüiça e mortadela. Análises feitas indicaram a contaminação da lingüiça e da mortadela. 

A delegada de ensino de Birigüi, Ana Maria Romera de Mello, disse na época que a Secretaria de Educação sempre deu referências excelentes nas fiscalizações feitas na cozinha piloto. (N.R.) 
 

Mães querem fazer lanche dos filhos  

Nelson Ricardo 

     Mães e avós de alunos de escolas que receberam merenda contaminada no ano passado estão desconfiadas e revoltadas. Elas não querem que na volta às aulas, no dia 8 de fevereiro, os filhos voltem a comer da merenda servida pela prefeitura. Sem se identificar por temerem represálias contra os filhos, as mães dizem que eles vão levar lanche de casa até que o caso seja bem explicado. 

"Não sabemos o que aconteceu direito, as causas do problema e o que está sendo feito. Depois de tanto tempo ninguém disse nada", disse a mãe de um aluno da 6¦ série da EEPG Regina Valarini Vieira. 

Ela afirmou que seu filho escapou da intoxicação porque naquele dia não quis comer a merenda. Mas quando soube da notícia, foi ajudar no atendimento às crianças intoxicadas na Santa Casa de Birigüi. "Vai saber se não acontece de novo, ou coisa pior?", disse. 

A avó de outro garoto que estuda na 3ª série da EEPG Geni Leite Silva tem o mesmo pensamento. Segundo ela, sua filha já disse que na volta às aulas o menino vai levar lanche de casa para evitar o que aconteceu no ano passado. 

"Temos parentes que moram perto da Grande São Paulo que ficaram preocupados quando ouviram a notícia na televisão. Hoje, como nós, estão indignados com a demora na investigação", afirmou. 
 

Delegado estranha demora  

     O delegado do 2º Distrito Policial de Birigüi, Marcelo Cury, também estranha a demora na conclusão das análises da merenda. Segundo ele, o documento será a peça principal do inquérito, que está parado a espera desse resultado. "Sem sabermos o que causou a contaminação, é difícil orientar as investigações", declarou. 

Segundo Cury, foram ouvidas algumas pessoas, entre o pessoal da cozinha piloto e vítimas da intoxicação. Ele admite os depoimentos iniciais ainda não colaboram muito para as investigações. O delegado acredita que pode concluir o inquérito em um mês depois de receber o laudo. (N.R.) 
 
 



 
 

MIRANDÓPOLIS 
Aprovado parcelamento 
de dívida com previdência  

Manoel Martins dos Santos  

     A Câmara Municipal de Mirandópolis aprovou anteontem à noite projeto de lei que autoriza o prefeito Jorge de Faria Maluly (PFL) a parcelar em 60 meses a dívida da prefeitura com o Instituto de Previdência do Município (Ipem). 

A sessão extraordinária foi marcada pela ausência de seis vereadores, dentre eles três do mesmo partido do prefeito - Edvan Ulisses Junqueira, Eunice Alves dos Santos Marcos e Albanir Marani, este último também servidor municipal. 

Para ser aprovado, o projeto precisava de oito votos, mas faltou um, o que obrigou o presidente da Câmara, Riyuiti Ijichi (PPB), a decidir a votação em favor da administração. Dos presentes, o único que votou contra foi Mauro Monzani (PMDB). 

Ele disse ontem que não é contra o prefeito, mas sempre combateu a criação de uma previdência própria para os servidores. "Sempre achei que a prefeitura não aguentaria pagar", declarou. 

A dívida é de R$ 1,1 milhão, englobando a contribuição individual dos 300 servidores filiados, de 10%, que é descontada no holerite de cada um, e a da prefeitura, que é de 12% sobre a folha de pagamento. 

O prefeito Jorge de Faria Maluly afirma que 70% da dívida foram herdados da administração anterior, que tomou dinheiro emprestado do instituto para pagar 13§ salário e não devolveu. 

A primeira parcela da dívida deve ser paga no início de fevereiro. Serão R$ 17 mil, mais R$ 24 mil do repasse normal, totalizando R$ 41 mil por mês. 

"Da forma como a dívida foi repactuada, se as dificuldades da prefeitura não se aprofundarem teremos condições de pagar as parcelas e continuar atendendo as necessidades básicas da população", disse o prefeito. 

Sobre a ausência de integrantes de sua bancada na votação do projeto de lei, Jorge de Faria Maluly declarou que não coage nenhum vereador. "Não sei dizer se o não comparecimento desses vereadores foi por questão política ou outra razão", afirmou. 
 
 



 
 

SEGURANÇA 
População está exposta ao perigo na 
rodovia Elyezer Montenegro Magalhães  

Fernanda Vicente  

     A falta de uma rotatória, passarela ou viaduto em trecho da rodovia Elyezer Montenegro Magalhães, que dá acesso aos bairros São José, Mão Divina, Jardim do Trevo, Ezequiel Barbosa I e II e a chácaras, transformou o local num perigo para os moradores, que atravessam a pista a pé e de bicicleta. 

No trecho (km 45 mais 500 metros), há apenas duas lombadas para reduzir a velocidade dos veículos. A obra de um dispositivo de segurança, semelhante a uma rotatória, iniciada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), está paralisada. 

Segundo a Polícia Rodoviária, foram registrados no ano passado 15 acidentes, com seis vítimas leves. 

O pintor Denílson José de Lima, 30 anos, do bairro São José, trabalha do outro lado da rodovia. Por isso, precisa atravessar a pista quatro vezes ao dia. "É perigoso principalmente quando estou com meu menino, que estuda do lado de lá", afirma. 

Segundo Lima, apenas os caminhões reduzem a velocidade por causa das lombadas. "Os carros mais possantes passam direto", conta. 

A dona de casa Mirian Mariano Crivelari Farias, 25, atravessa a rodovia quase todos os dias. "Aqui (no bairro São José) temos praticamente só supermercados e bares e sempre preciso atravessar a rodovia para levar meu filho no posto médico ou ir à igreja", diz. 

Para visitar parentes que moram no São José, a empregada doméstica Marta Oliveira Torres, 21, também atravessa quase todos os dias a rodovia. Ela diz que o local destinado ao acostamento vira um lamaçal quando chove. "É horrível. O pessoal precisa ir trabalhar e tem que passar pelo barro", afirma. 

Morador no bairro Ezequiel Barbosa I, José Aparecido Mendes, 53, tem uma banca de frutas e legumes próxima à pista. "Isso aqui é um perigo ainda maior à noite", diz. "Era preciso um viaduto como o do bairro Juçara, uma passarela ou uma rotatória." 

INACABADO - Em setembro do ano passado, o DER chegou a preparar o local para a construção do dispositivo de segurança. Também foi anunciado para a imprensa um projeto para construção de uma passarela. 

Contudo, cerca de um mês após o início dos trabalhos, as obras foram paralisadas. Na ocasião, o diretor regional do órgão, José Roberto Bachiega, afirmou que logo após o início das obras se constatou a necessidade de drenagem do local. As duas obras estavam orçadas em R$ 300 mil. 
 
 

Foto: Sérgio Menezes
RISCO/ Moradores do bairro São José atravessam Elyezer  
 

Moradores cobram DER em documento  

     Na segunda-feira, uma comissão formada pela presidente da Sociedade Amigos de Bairro do São José, Rosa Maria Bacaneli, e outras duas moradoras, entregou um documento ao diretor regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), José Roberto Bachiega, solicitando informações sobre a construção do dispositivo de segurança e da passarela na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães. 

Bachiega também recebeu uma cópia das assinaturas de 49 moradores que participaram da decisão sobre a entrega do documento, durante uma assembléia convocada pela Sociedade Amigos de Bairro do São José, Associação de Ação Comunitária de Araçatuba e Sociedade Comunitária de Habitação Popular. A comissão solicitou ainda que ele envie um documento com as informações para ser apresentado aos demais moradores na próxima assembléia. 

De acordo com Rosa, a maioria dos moradores precisa atravessar a pista para ir à cidade, ao trabalho, à escola e ao médico. "Acabamos colocando em risco nossas vidas", diz. 

Bachiega informou que os recursos para a construção das obras estão previstos no orçamento do Estado deste ano. Segundo ele, assim que forem liberados, as obras serão retomadas. Independente da liberação dos recursos, o DER planeja iniciar as obras de drenagem do local. (F.V.) 
 
 



 
 

ESTRADAS 
Taxa de conservação aumenta  
172% para produtor de leite  

     O produtor rural José Rodrigues da Cruz, que tem um sítio de 27 alqueires na estrada municipal Araçatuba-Guararapes, ficou indignado ao receber o carnê da taxa de conservação de estradas de rodagem. O valor cobrado neste ano apresentou um aumento de 172% com relação ao do ano passado. Em 98, ele pagou R$ 251,16, em parcela única, e, neste ano, a taxa é de R$ 683,42, também em pagamento à vista. 

Cruz reclama que, apesar do aumento, a estrada está intransitável em razão das chuvas. "Faz uma semana que parou de chover e ainda não arrumaram a estrada". 

O produtor fornece leite para a Parmalat, mas pelo fato da estrada estar intransitável, há cerca de um mês o caminhão da indústria não tem como chegar até o sítio dele. "Não consigo entregar o leite para a Parmalat. O caminhão não tem como chegar até o sítio", afirmou, acrescentando que ainda não calculou os prejuízos. 

O diretor de rendas da Secretaria da Fazenda, José Luís Rovedilho, informou que não houve aumento na taxa de conservação de estradas de rodagem. O valor total lançado pela prefeitura continua o mesmo do ano passado: cerca de R$ 250 mil. 

Segundo ele, ocorreu uma alteração na forma de cálculo, que teve como proposta tornar a taxa mais justa, baixando os valores para as propriedades menores e aumentando para as maiores. Para isso, foi levado em consideração que as estradas são utilizadas muito mais para o escoamento da produção de propriedades maiores. 

Rovedilho explicou que até então o cálculo era feito com base em dois fatores: a distância da propriedade rural até o perímetro urbano e a testada (faixa de terra da propriedade na estrada). 

A partir deste ano foi incluído mais um fator no cálculo do valor: o tamanho da propriedade. Dessa maneira, propriedades podem ter a mesma distância do perímetro urbano, a mesma testada, mas pagarão valores conforme o tamanho. 

Rovedilho afirmou que as alterações ainda trazem descontos para os proprietários que mantêm áreas com controle de erosão e isenção para aposentados que ganham até um salário mínimo. (F.V.) 
 
 



 
 

HABITAÇÃO 
Desabrigados das chuvas 
têm de sair de escolas  

     A prefeitura de Araçatuba ainda não definiu o local para onde os desabrigados pelas chuvas serão levados enquanto não são construídas novas moradias, embora o prazo para que as famílias desocupem as escolas estaduais Fausto Perri e José Arantes Terra, no bairro Alvorada, vença amanhã. 

A dirigente regional de ensino Ana Regina Hernandes Carrenho informou que já havia conversado com a prefeita Germínia Venturolli sobre a data. Ela explicou que na segunda-feira as escolas precisam estar desocupadas porque começa o processo de atribuição de aulas para professores. As aulas começam dia 8 de fevereiro. 

A secretária de Habitação e Ação Social, Rosa Maria Lalucci de Souza, disse ontem que não foi possível encontrar outro local porque o número de desabrigados é grande. Nas duas escolas, estão alojados 29 adultos e 35 crianças. Outros desabrigados --cerca de 36-- estão em casas de parentes e amigos. "Vamos conversar com as diretoras e no mais tardar terça-feira teremos uma solução", disse Rosa. 

A secretária disse que está visitando prédios públicos e particulares, mas ainda não encontrou um que possa acomodar todas as famílias. Ela acha que serão necessários dois meses para a construção das casas. No início da semana, a prefeitura lançou uma campanha para arrecadação de materiais de construção, que serão doados aos desabrigados. (F.V.) 
 
 



 
 

TRÁFEGO 
Concreto irá reforçar rotatória da Brasília  

Marcelo Trevizo  

     A liberação da rotatória no cruzamento das avenidas Pompeu de Toledo e Brasília depende da colocação da cobertura de concreto betumizado usinado a quente. O trecho foi interditado no dia 8 de janeiro com o afundamento do asfalto devido às chuvas. 

O secretário de Obras e Serviços Públicos, Mauro Rico, disse que a liberação do produto depende de uma empresa de Votuporanga. São necessários 10 metros cúbicos do produto para a capa. A previsão é que cheguem na próxima semana. 

A capa especial é necessária por causa do tráfego pesado no local. "É uma área de grande torção", disse Rico. 

VICINAIS - O secretário informou que estão em andamento as obras de recuperação das vicinais. "Acredito que hoje (ontem) terminamos as obras da Jocelin Gottardi", informou. Ele não definiu ainda as próximas vicinais a serem recuperadas. 

Na próxima semana, chegam novos jogos de pneus para pá-carregadeira, segundo Rico. "Estamos trabalhando com uma e a oficina arrumou a outra máquina, na qual só faltam os pneus", disse. 

Segundo o secretário, as equipes trabalham ainda aos sábados e domingos. 
 
 



 
 

PENÁPOLIS 
Prefeitura tem sobrecarga 
na manutenção de praças  

     O Departamento de Agricultura (Deag), de Penápolis, responsável pela poda preventiva de árvores e manutenção das praças e logradouros públicos, está sobrecarregado com os pedidos de poda de grama que cresceram muito com as chuvas. Faltam equipamentos e pessoal para a manutenção das praças. 

"Menos de quinze dias após a equipe fazer a manutenção em uma praça, a grama já está alta novamente", disse o técnico agrícola César Rodrigues Borges. 

O Parque Municipal Maria Chica, bastante freqüentado, especialmente nas férias, passou há menos de um mês por limpeza e capinação. Com as chuvas, a grama cresceu e por ser uma área de terra com muita umidade, só após a estiagem foi possível deslocar o trator-roçadeira para o local, segundo o técnico. 

Prossegue também o projeto de poda preventiva de árvores, em parceria com a CPFL. O Deag funciona no Centro Administrativo Prefeito Benone Soares de Queiroz, andar superior. O telefone para reclamações é o 652-1747, ramal 265. 
 
 



 
 

ANDRADINA 
Benemérita ajuda necessitados  
com dinheiro do próprio bolso  

Manoel Martins dos Santos  

     Sem ajuda do poder público, a professora e comerciante Maria de Fátima da Silva, 40 anos, de Andradina, cuida de 17 pessoas necessitadas, a maioria crianças de rua ou de famílias desajustadas. 

O trabalho assistencial é realizado numa casa alugada na rua Jesus Trujilo, 1.040, centro da cidade, e numa área de pouco mais de dois alqueires cedida pelo falecido ex-prefeito Orensy Rodrigues da Silva no bairro Pereira Jordão, onde as crianças estão aprendendo a cavalgar. 

Umbandista, Maria de Fátima é dona de uma loja de artigos religiosos, de onde afirma tirar parte dos R$ 2,8 mil mensais gastos principalmente com comida. O restante vem de doações de pessoas que freqüentam seu centro espírita. 

A União Regional Umbandista, dirigida por Maria de Fátima, é reconhecida como entidade de utilidade pública pela lei municipal 978/82, mas, segundo ela, não recebe nenhum incentivo oficial. 

"Tia Fátima", como é chamada, começou a ajudar o próximo há 12 anos, após conseguir recuperar uma irmã viciada em drogas. Ela não conta com profissionais ou terapias especializadas, mas garante já ter ajudado 12 ex-viciados a se livrar das drogas, valendo-se de diálogo e psicologia. "Não recrimino quem se envolveu com drogas", explica. "Apenas procuro ganhar a confiança da pessoa para conhecê-la e saber como ajudá-la", diz. Ela conta, com orgulho, que ajudou a recuperar uma ex-ladra muito conhecida em Andradina como Diaba Loira. "Ela apavorava a cidade", lembra. "Hoje tem um companheiro e mora em Birigüi." 

K.C.B.N., 14, vivia na rua. Filha de pais separados, chegava a trocar roupas por maconha, cocaína e crack. "Eu não conseguia ficar meia hora sem droga", conta. 

Descoberta por Maria de Fátima, K., que está grávida, mora há oito meses com a comerciante e garante não ter mais vontade de se drogar. 

O pai da criança é um rapaz de 19 anos que K. namorou e está preso em Mirandópolis por causa de drogas. "Ele já decidiu que também vai parar", diz. 
 
 

Foto: Lécio Júnior
ATIVIDADE/ Crianças acolhidas por Maria de Fátima  
aprendem a cavalgar numa área do bairro Pereira Jordão  
 
 



 
 

CRIME 
Taxista promete se apresentar à polícia  

José Marcos Taveira  

     O taxista Claudionor Zanardi, 25 anos, suspeito de ter matado a tiros o comerciante Luiz Humberto da Silva, 33, dentro do bar Flórida, no centro de Araçatuba, vai se apresentar à polícia na terça-feira. A informação foi dada ontem pelo seu defensor, o advogado Osvaldo Grotto. 

Grotto diz que Zanardi afirma ser inocente e também nega que tenha ameaçado matar a ex-mulher, Janete de Araújo Zanardi, 24, e atear fogo na casa da mãe dela. Segundo familiares de Janete, a ameaça foi feita por telefone na última quinta-feira. "Isso não é verdade; alguém está querendo tumultuar o caso", disse Grotto. 

Humberto foi assassinado na quarta-feira com três tiros quando tomava café no interior do bar. Um homem com capacete na cabeça entrou no estabelecimento, atirou e fugiu em uma moto CG-125 Today vermelha, placa de Araçatuba BVJ-1747. O veículo está registrado em nome do pai do taxista, Antenor Zanardi. 

Segundo apurou a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Claudionor Zanardi teria brigado com Humberto horas antes do crime por causa de uma mulher. Segundo a família de Janete, ela e o comerciante se conheceram num supermercado onde trabalharam juntos e eram muito amigos. Zanardi tinha ciúmes de Humberto. 

Também antes do crime, o taxista invadiu a casa da mãe de Janete, onde ela estava morando depois da separação, a agrediu com socos e pontapés, ateou fogo em seu quarto e fez ameaças com um revólver. 

Zanardi continua desaparecido. Com medo dele, Janete também está escondida. Os dois foram casados durante quatro anos, têm um filho de três anos e estão separados há nove meses. O taxista é considerado um homem muito violento e teria, inclusive, agredido até uma irmã de Janete. 

MAIS AMEAÇAS - Uma das irmãs de Zanardi, Claudilene, de 21 anos, registrou boletim de ocorrência ontem no plantão policial acusando o taxista de ameaçá-la de morte. Segundo ela, o irmão deixou recados na caixa postal de seu telefone celular dizendo que estava "enfurecido" por ela ter ajudado Janete a se esconder. Ele também teria dito que iria esperá-la em Marília, onde Claudilene estuda, "para acabar com ela". 

Por outro lado, o delegado titular da DIG, José Roberto Lopes, começou a ouvir ontem as pessoas ligadas ao casal no inquérito instaurado para apurar a morte de Humberto. Uma delas afirmou que via Zanardi armado constantemente com um revólver de calibre 38, mesmo calibre das balas encontradas no corpo do comerciante assassinado. 

Segundo a testemunha, o taxista fez ameaças à família da ex-mulher dizendo "que já havia matado um e que mataria outro", se referindo a Janete. 
 
 



 
 

ACIDENTE 
Motorista foge após atropelar  
e matar entregador em avenida  

Denise Casatti  

     O entregador Osvaldo Luiz Daniel, 41 anos, morreu anteontem, em Araçatuba, após ser atingido por um Ford Belina amarelo que seguia na contramão pela avenida Valdemar Alves. O condutor do veículo fugiu sem prestar assistência a Daniel, que estava de bicicleta e morreu no local. 

Segundo a garota de programa Luzia Alves Santos, 44, que estava junto com o motorista do veículo no momento do acidente, às 23h55, ele estava embriagado e fugiu em disparada pela rua Marcílio Dias após atropelar Daniel. 

Luzia disse que tentou convencer o motorista a parar e socorrer Daniel, mas ele se recusou. Ela afirma que o veículo tem placas de Birigüi e que viu o condutor da Belina apenas duas vezes. Ela disse que sabe apenas que ele se chama Antônio. 

Após o acidente, Antônio deixou Luzia no bar Pantera, na avenida Ibirapuera, 358, no Planalto. Ela contou que voltou ao local do acidente para ver o que acontecera. 

O entregador tinha saído da casa de sua namorada, Tereza Vieira de Souza, 51, na rua São Leopoldo e seguia pela Valdemar Alves em direção a sua casa na rua dois de dezembro, Jardim TV. Daniel era viúvo há três anos e deixou três filhos: Tamires Chagas Daniel, 6, Tomaz Chagas Daniel, 6, e Thiago Chagas Daniel, 12. 

Ele trabalhava havia três anos como entregador da Casa de Ração, na rua Marcílio Dias. A ex-sogra de Daniel, Miriam Antônia de Oliveira Chagas, 47, cuida dos filhos dele. Segundo ela, ele era um rapaz muito bom, que sempre visitava os filhos e os levava para passear. 

A comerciária Luciana de Souza Gimenes, 18 ano, disse que Luzia tentou trocar uma nota de R$ 50,00 na lanchonete e sorveteria Bambino, na avenida Valdemar Alves, minutos antes do acidente. Ela disse não ter visto o motorista do veículo, mas relatou que depois de sair da lanchonete a Belina subiu em um pedaço do canteiro da avenida. 

INVESTIGAÇÃO - Logo após o acidente, a polícia localizou uma Belina com as mesmas características, mas não se tratava do veículo. Segundo o delegado Nelson Barbosa Filho, do 3§ Distrito Policial, foi instaurado inquérito para apurar o caso. Ontem, Luzia prestou depoimento. 

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista do carro pode ser condenador de um a quatro anos de prisão por homicídio culposo (matar sem intenção). Ele também poderá ter a carteira de habilitação suspensa por no mínimo um mês e no máximo um ano. 

Segundo o comandante do pelotão de trânsito de Araçatuba, Paulo Augusto Leite Motooka, devido à recusa em socorrer a vítima, o motorista da Belina poderá ser detido de seis meses a um ano e, por dirigir na contramão, a multa é de 120 Ufirs e perda de cinco pontos na carteira de habilitação. 
 
 

Foto: Álbum de família
VÍTIMA/ Osvaldo Luiz Daniel  
 
 



 

ARACANGUÁ 
Rapaz morre afogado em afluente do Tietê  

Manoel Martins dos Santos  

     Bombeiros de Araçatuba encontraram por volta de 9h de ontem, a cinco metros de profundidade, o corpo do trabalhador autônomo Reginaldo Brito Moreira, 23 anos, que estava desaparecido desde as 15h de quinta-feira no Córrego Macaúba, afluente do Rio Tietê, em Santo Antônio do Aracanguá. 

Moreira se afogou quando nadava no córrego em companhia de parentes. A remoção do corpo para Araçatuba demorou cerca de três horas, revoltando a família de Reginaldo, porque a Polícia Técnica só chegou ao local do afogamento, na Fazenda Fortaleza, por volta do meio-dia de ontem. 

Enquanto a perícia não chegava, o cadáver, vestido apenas com um short, permaneceu amarrado no galho de uma árvore submersa para não ser arrastado pela água. 

Reginaldo Brito Moreira fabricava calhas e morava na rua Saldanha Marinho, no bairro Paraíso, em Araçatuba. Casado com Angélica Maria Miquelott Mendes Galvão, tinha dois filhos: Carlos Francisco Galvão Moreira, de 4 anos, e Luiz Antônio Galvão Moreira, de 2. 

O corpo foi velado na Funerária Municipal e enterrado no final da tarde de ontem no Cemitério Recanto de Paz, no Jardim Roselle. 
 
 



 
 

ADMINISTRAÇÃO 
Inquérito apura irregularidades  

Marcelo Carneiro  

     A Delegacia Seccional de Polícia de Araçatuba instaurou inquérito para apurar denúncias de irregularidades que teriam sido cometidas pela prefeita Germínia Venturolli (PRP). 

O inquérito, presidido pelo delegado Oscar de Carvalho, foi instaurado com base nas denúncias protocoladas na Câmara dos Vereadores pelo sindicalista Manoel José de Oliveira Pereira e pelo advogado Olavo Amantéa de Souza Campos em dezembro. Ontem, Pereira foi ameaçado de morte e registrou boletim de ocorrência na polícia. 

Entre as irregularidades apontadas, estão o uso indevido de bens públicos, a compra de alimentos sem licitação e com preços superfaturados, irregularidades em licitações e desrespeito a determinações do Tribunal de Contas. 

As denúncias também foram publicadas pela Folha da Região. Não foi feita nenhuma denúncia formal. O delegado seccional Ademir Gasques Sanches determinou a instauração do inquérito após a publicação pelo jornal. 

O inquérito está na fase inicial, segundo o delegado seccional Ademir Gasques Sanches. O prazo para a conclusão é de 30 dias, mas deve ser prorrogado. 

"É um inquérito que demanda um pouco de tempo", afirmou Sanches. Segundo o delegado, serão necessários alguns exames periciais contábeis. 

Na primeira fase, estão sendo juntados documentos. Na etapa posterior começam os depoimentos dos envolvidos. 

Na segunda-feira, os vereadores vão decidir se instalam uma Comissão Processante para investigar as denúncias contra Germínia. A assessoria jurídica da Câmara deu parecer pelo acolhimento das denúncias. 
 
 



 

DENÚNCIA 
Superfaturamento é único item aceito  

     A assessoria jurídica da Câmara de Araçatuba emitiu parecer favorável à aceitação pelos vereadores de parte da denúncia contra a prefeita Germínia Venturolli (PRP) protocolada no mês passado. 

Assinado pelo diretor jurídico José Corrêa Novarese, o parecer considera grave apenas um item da denúncia: a "existência presumível de superfaturamento" em compras. Os demais itens, o advogado diz que não têm fundamento ou já são investigados pela Justiça, sem necessidade de apuração paralela pela Câmara. 

Novarese, no entanto, sugere a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) e não da Comissão Processante (CP) proposta pelos denunciantes. 

A decisão do diretor jurídico pode complicar a tramitação da denúncia na sessão de segunda-feira. Com o parecer, surgiram dúvidas entre os vereadores. 

Alguns não sabem, por exemplo, se a prefeita é afastada do cargo durante as investigações da CEI. "Essas dúvidas estão complicando", afirmou o vereador Sidinei Giron (PPB), ontem à tarde. 

Para ele, se a prefeita não for afastada do cargo, a possibilidade de aprovação de uma CEI, como propôs o assessor jurídico, é maior. (M.C.) 
 

Sindicalista, autor de denúncia, é ameaçado  

     O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba, Manoel José de Oliveira Pereira, autor da denúncia contra a prefeita Germínia Venturolli (PRP), foi ameaçado ontem. 

Por volta das 14h, uma pessoa não identificada telefonou para o sindicato e deixou um recado com a secretária: "Se eu perder o emprego, o senhor Manoel vai se dar muito mal", disse uma voz masculina. 

Pereira registrou boletim de ocorrência. Ele suspeita que o autor da ameaça seja algum ocupante de cargo de confiança na prefeitura. "Funcionário estável não faz esse tipo de coisa", declarou. 

O sindicalista disse que não vai se intimidar. "Não tenho medo de qualquer tipo de ameaça. Minha função não é ser omisso", afirmou. 

O sindicato comandado por Pereira tem tentado, sem sucesso, pressionar a prefeita a pagar os salários atrasados. Apenas parte dos servidores recebeu o 13§ --quem tem salário menor-- e o salário de dezembro ainda não foi pago. O mês de janeiro, que vence no final de semana, também vai atrasar. 

O sindicalista fez um apelo para que os vereadores aprovem a Comissão Processante para apurar a denúncia contra a prefeita. "Não sabemos mais a quem recorrer", disse. 
 
 

Foto: Sérgio Menezes
ATITUDE/ Manoel Pereira diz que não se intimida  
 
 



 

FURTOS 
Servente é preso com peças de moto  

José Marcos Taveira  

     O servente Marco Antônio de Souza, 19 anos, foi autuado em flagrante na madrugada de ontem por comprar peças de uma moto Honda Titan 97 furtada. O rapaz confessou ter feito a encomenda para dois adolescentes, que também foram localizados pela Polícia Militar. 

Um dos adolescentes, o mecânico E.B.N., 17, estava com três michas de moto (chaves falsas). Ele disse aos policiais que seu colega J.L.S., 16, furtou o veículo e pediu que escondesse. 

A Titan, afirma E.B.N., foi levada para a casa de Souza, onde a desmontaram. J.L.S., por sua vez, não quis falar a respeito. Os dois estão em liberdade e devem ser ouvidos pela Vara da Infância e da Juventude. 

O furto aconteceu às 21h de anteontem na rua Tiradentes, centro de Araçatuba. Três horas depois, a PM encontrou as peças em uma CG-125, ano 82, de Souza, que estava no interior de sua casa, no conjunto habitacional Clóvis Valentim Picollotto. A CG foi apreendida. 

O que restou da Titan, de propriedade de Fernando Sanches Rodrigues, foi encontrado em um matagal próximo da avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Lago Azul. 
 
 



 
 

GUARARAPES 
Polícia não tem suspeito 
de assassinato de artesão  

Cláudia Russo  

     A polícia ainda não tem suspeito da autoria do homicídio do artesão Sérgio Cândido de Oliveira, 36 anos, encontrado morto anteontem em Guararapes. O corpo de Oliveira estava na linha férrea, próximo ao galpão de estocagem da prefeitura, nas proximidades da Rua Vila Nova, onde ele morava com a mulher e filhos. 

O corpo tinha um ferimento à bala na nuca e cortes nas costas possivelmente feitos por locomotiva de trem. A polícia aguarda laudo da perícia, mas acredita que ele já estava morto quando foi abandonado no local. 

Quando o corpo foi localizado pelos policiais, às 11h da manhã, já estava com rigidez cadavérica aparentando estar morto há pelo menos seis horas. De acordo com as investigações, moradores da rua Vila Nova ouviram tiros na noite do assassinato. Oliveira tinha passagens pela polícia por tráfico e porte de entorpecentes, furto e estelionato. 
 
 



 

 
 

Foto: Sérgio Menezes
MAU EXEMPLO/ A despeito de toda a política de respeito no trânsito que as autoridades pregam, o motorista colocou no carro um adesivo de mau gosto e ofensivo. 

 

 
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