Wilson Marini é editor-executivo da APJ (Associação Paulista de Jornais)

Wilson Marini: PIB paulista cresce nos últimos meses

De abril a setembro de 2017, a economia paulista, que se fortalece cada vez mais no Interior Paulista, cresceu 0,9%. O índice se refere à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) estadual medido pela Fundação Seade, correspondente aos segundo e terceiro trimestres do ano. No confronto dos últimos quatro trimestres com os quatro trimestres anteriores, a variação foi de 0,1%. Esse dado é significativo porque é a primeira taxa positiva desde o segundo trimestre de 2014, quando o resultado foi de 1,7%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2016, o PIB cresceu 2,3%, enquanto no acumulado do ano registrou avanço de 0,8%. 

Em outubro
A produção da indústria paulista voltou a crescer em outubro, segundo indicador da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O setor apresentou avanço de 0,3% sobre setembro, e com isso somou sete meses de altas consecutivas. No acumulado em 12 meses, o índice subiu 1,8%, mostrando o melhor resultado desde fevereiro de 2014.

A riqueza do Estado
No terceiro trimestre do ano, o PIB do Estado foi estimado em R$ 506,6 bilhões, sendo R$ 424,0 bilhões referentes ao Valor Adicionado e R$ 82,6 bilhões aos Impostos sobre Produtos, Líquidos de Subsídios.

Infraestrutura nos municípios
A Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP) lançou uma nova linha de crédito para financiar empresas que tenham interesse em elaborar estudos e projetos que possam resultar em obras de infraestrutura nos municípios do Estado de São Paulo. O objetivo é apoiar estudos voltados a áreas sensíveis, como mobilidade urbana, tratamento de resíduos sólidos, saneamento básico e iluminação pública.

Pátios em xeque
A CPI que investiga os pátios de veículos no Estado aprovou o relatório final. O relator, João Caramez (PSDB), considera necessária a implantação de uma política estadual para nivelar os preços dos pátios, pois há muita discrepância entre as cidades. A comissão apurou irregularidades, como cobranças abusivas nas taxas de diárias de pátios e nos serviços de guincho. 

CPI da Condepe
Membros do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) estariam atuando em colaboração com o crime organizado. A suspeita motivou a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa, que será presidida pelo deputado Coronel Telhada (PSDB) e terá como relator Coronel Camilo (PSD). O Condepe é um órgão público com autonomia para atender a vítimas de violência praticada por agentes do Estado e encaminhar denúncias para apuração. Seus integrantes têm autorização para entrar em presídios, delegacias e Fundação Casa. 

Caça ao javali
A CPI de Maus-Tratos Contra os Animais promoveu movimentada reunião para tratar da caça ao javali em São Paulo, lotando o auditório Teotônio Vilela. Os deputados tiveram acesso a vídeos que mostram a morte de javalis com requintes de crueldade. A Constituição do Estado proíbe a caça. Preocupa também o aparecimento da espécie em ilhas do litoral, fora de seu nicho ambiental. 

Férias na Capital
Os meses de férias são propícios para as pessoas de outras regiões usufruírem, com mais tranquilidade, dos inúmeros atrativos culturais de uma das maiores metrópoles do mundo. Entre as atrações em São Paulo, destacam-se o Castelo Rá-Tim-Bum, no Memorial da América Latina; Exposição Renato Russo, no MIS (Museu da Imagem e do Som); Di Cavalcanti, na Pinacoteca, um dos maiores museus do país, no centro; Visita educativa guiada ao Estádio do Pacaembu e Museu do Futebol; “O Mundo do Perfume”, no Museu Catavento, no Brás; mostra “Solidão” no Museu da Diversidade Sexual, na estação República do Metrô; e “Da cabeça aos pés”, no Museu da Imigração, na Moóca.

Litoral e Interior 
Na Baixada Santista, uma opção interessante é a mostra “Café, patrimônio cultural do Brasil” no Museu do Café, em Santos. No Interior, duas sugestões: o Acervo Indígena do Museu Índia Vanuíre, em Tupã; e a Casa de Portinari, em Brodowski.

Números da seca
A seca levou metade dos 5.568 municípios brasileiros a decretar, pelo menos uma vez, situação de emergência ou estado de calamidade pública, no período de 2003 a 2016, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Cerca de 48 milhões de pessoas foram afetadas por estiagem duradoura ou passageira nesse período no país. No período de 1995 a 2014, as perdas decorrentes da seca e das enchentes atingiram R$ 182,7 bilhões. 

Chuvas
O mesmo documento aponta que as fortes chuvas e as cheias atingiram especialmente municípios do Sul do país. Entre 2003 e 2016, 47,5% dos municípios do país declararam situação de emergência ou estado de calamidade pelo menos uma vez por causa de cheias. Desses, 55% (1.435) ficam no Sudeste ou no Sul. Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram 44% dos registros de eventos de cheias.

Breves
    • Por 7 a 2, o STF proibiu o uso de todos os tipos de amianto no Brasil. Em São Paulo, já é lei desde 2007.
    • Autoridades brasileiras alertam para o avanço do paco, uma droga com origem na Argentina. É uma variação da cocaína, utilizada na forma fumada. 

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'CONTEXTO PAULISTA'

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