Wilson Marini é editor-executivo da APJ (Associação Paulista de Jornais)

Wilson Marini: Pesquisa ajuda a sanear laranjais

As biólogas Alessandra Alves de Souza e Raquel Caserta, do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, no Interior Paulista, desenvolveram em laboratório duas variedades de laranjeiras transgênicas resistentes à bactéria Xylella fastidiosa, causadora da clorose variegada dos citros, doença conhecida popularmente como amarelinho. Transmitida para a planta pela picada de um inseto, a bactéria entope os vasos que trazem água das raízes para as copas da planta, deixando as folhas amareladas e fazendo os frutos secarem. Cerca de 40% dos laranjais paulistas estavam infectados com a bactéria na década passada. As informações são da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e o estudo foi publicado em novembro pela revista científica Molecular Plant-Microbe Interaction.

Técnica avançada
Usando tecnologia da engenharia genética, as pesquisadoras extraíram um gene que reduz a movimentação da bactéria no interior das plantas e o introduziram em brotos de duas variedades de laranja doce, a pineapple e a hamlin. As plantas contendo os genes da Xylella resistiram melhor à infecção, porque a bactéria teve mais dificuldade de colonizar os vasos da laranjeira.

Escola no aplicativo
Após a liberação do uso de telefone celular em sala de aula para fins pedagógicos, em novembro, a secretaria estadual de Educação anunciou um passo adiante na tendência do ensino virtual. Em parceria com Microsoft e Digital Pages, o projeto levará, no início do ano letivo de 2018, o Caderno do Aluno de Matemática – material pedagógico que auxilia em sala de aula – para um aplicativo. A ferramenta permite interação entre alunos e professores. De início, será testado em 39 escolas na capital. Cerca de 8,2 mil adolescentes do 1º ano do ensino médio serão envolvidos pela iniciativa. Em paralelo, os estudantes terão também o Caderno do Aluno impresso em papel, na fase experimental. A expectativa é de expansão pelo Estado de São Paulo após a avaliação dos resultados.

Na nuvem
Além do conteúdo do livro, os alunos poderão responder às questões digitalmente e ter acesso a vídeos, áudios, animações, simulações de objetos 3D e games. O programa ainda disponibiliza ferramentas de anotações, mensagens, fóruns, busca por termo ou conteúdo. Para que o professor possa acompanhar o desempenho das turmas, ele poderá ter informações como quanto tempo o aluno passou em uma página, quais conteúdos ele percorreu e as respostas que forneceu em cada exercício proposto. O livro digital, bem como as informações sobre a realização de atividades pelos alunos, ficarão armazenados na plataforma de nuvem da Microsoft (Azure).

Telefone clonado
Se o celular foi clonado, o consumidor é obrigado a pagar outro aparelho? Não. Segundo o Procon-SP, a clonagem do telefone celular demonstra a vulnerabilidade do serviço e seus riscos não podem ser transferidos aos consumidores, devendo a empresa assumir a responsabilidade pelas suas consequências, bem como, os prejuízos sofridos pelos consumidores. Se a troca do número é inevitável, a empresa deverá assumir os gastos com o novo aparelho, os eventuais prejuízos demonstrados pelos consumidores com a troca compulsória do número ou com ligações não realizadas pelos mesmos, entre outras despesas.

Contrato
​A fidelização do contrato de telefonia celular, em até 12 meses, só pode ocorrer quando o consumidor receber, na contratação, algum benefício como aparelho gratuito, preço inferior ao do mercado ou desconto no plano de serviço. No caso de mudança de planos dentro da operadora, a carência não pode ser exigida. Caso haja má prestação de serviço (cobranças indevidas ou queda constante do sinal, por exemplo) o consumidor fica isento e não pode ser obrigado a pagar a multa.
 
​​Onde reclamar
O setor de telefonia está entre os líderes de reclamações. Quem tiver problemas com os serviços de telefonia poderá procurar a Anatel através do site ou telefone 1331 ou no órgão de defesa do consumidor da cidade.
 
Compras pela internet
O Procon de São Paulo produziu uma cartilha para orientar sobre as compras virtuais. Acompanhe:
●     Procure no site a identificação da loja (razão social, CNPJ, endereço, telefone e outras formas de contato além do e-mail). Prefira fornecedores recomendados por amigos ou familiares e desconfie de ofertas vantajosas demais;
●     Leia a política de privacidade da loja virtual para saber quais compromissos ela assume quanto ao armazenamento e manipulação de seus dados;
●     Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e a confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios, etc.);
●     Instale programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantenha atualizados em seu computador;
●     Nunca realize transações on-line em lan houses, cybercafés ou computadores públicos, pois podem não estar adequadamente protegidos.
●     Confira na internet lista com mais de 200 fornecedores que devem ser evitados pelo consumidor que optar por fazer suas compras pela internet.​

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'CONTEXTO PAULISTA'

LINK CURTO: http://folha.fr/1.382167

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