Surdo-mudo é investigado por estupro de deficiente mental

Família do acusado afirma que ele é a vítima

Um homem de 31 anos, que é surdo-mudo, está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher pela suspeita de ter estuprado uma deficiente mental de 26 anos, que também é surda. O caso aconteceu no domingo (11), em Rio Preto (a 156 km de Araçatuba), e foi denunciado por parentes da jovem, que tinham inicialmente registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento.

A única pista da jovem era de que ela tinha sido vista acompanhada de um homem de 31 anos, que é surdo e mudo. Preocupados com o sumiço da jovem, a família divulgou sua foto em redes sociais em busca de pistas.

Ao saber da mobilização dos parentes da jovem, a família do surdo-mudo resolveu encaminhar os dois para Central de Flagrantes. O delegado de plantão entrou em contato com a família da jovem para informar que ela tinha acabado de ser encontrada.

DEPOIMENTOS
Durante os depoimentos de integrantes das duas famílias, o delegado descobriu que os dois deficientes se conheceram por meio de redes sociais e iniciaram um relaciomento. No domingo, eles se encontraram e tiveram relação sexual.

Para a família da jovem, o que ocorreu foi um caso de sedução, seguido de estupro, porque a vítima tem 26 anos, mas seu comportamento é comparável a de uma criança de 12 anos, sem compreensão necessária para decidir sobre uma relação sexual.

"Nós, da família, estamos muito abalados com o que aconteceu, porque, apesar de ela ter o corpo de adulta, tem a cabeça de uma criança. Ela foi seduzida por ele", diz um tio.

CONSENSUAL
Para a família do surdo-mudo, ele é quem é a vítima, porque ela teria procurado o rapaz e a relação sexual teria ocorrido de forma consensual.

A jovem foi encaminhada para o serviço de atendimento a vítima de violência sexual no Hospital da Criança e Maternidade. Também seria submetida a exame no Instituto Médico Legal para verificar se houve violência.

EM LIBERDADE
O delegado registrou o caso como estupro de vulnerável porque a jovem é deficiente mental, mas o surdo-mudo ganhou o direito de responder ao inquérito em liberdade.

O caso será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Rio Preto, que vai ter de buscar ajuda de especialista em linguagem de sinais para conseguir obter o depoimento dos dois deficientes.

A família da jovem vai procurar o Ministério Público para denunciar o estupro e quer o surdo-mudo preso pelo estupro.

LINK CURTO: http://folha.fr/1.393635

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook