Wilson Marini é editor-executivo da APJ (Associação Paulista de Jornais)

Marini: Investimentos paulistas registram alta este ano

No primeiro semestre de 2017, foram contabilizados US$ 11,1 bilhões de investimentos em todo o território paulista, segundo revelou a Fundação Seade na terça-feira (19). O valor representa mais do que o dobro do montante apurado em igual período do ano anterior (US$ 5,1 bilhões) e supera em quase 40% o total de 2016 (US$ 8,0 bilhões). De acordo com a pesquisa, dos recursos totais anunciados nos seis primeiros meses de 2017, 49,8% (US$ 5,6 bilhões) referem-se à indústria, 42,9% (US$ 4,8 bilhões) à infraestrutura, 5,6% (US$ 625,3 milhões) aos serviços e 1,7% (US$ 190,5 milhões) ao comércio. Para a indústria, é o maior valor semestral anunciado para a atividade nos últimos sete anos. Quase 90% dos recursos noticiados no segmento vincularam-se ao ramo de veículos automotores (US$ 4,8 bilhões). 

Critérios
A Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp) capta, diariamente, notícias divulgadas na imprensa sobre investimentos de empresas públicas e privadas. Em seguida, as informações são confirmadas e complementadas pela Fundação Seade em contato direto com as empresas. Neste semestre, 55,9% (US$ 6,2 bilhões) dos investimentos foram direcionados à Região Metropolitana de São Paulo e 10,2% (US$ 1,1 bilhão) à região administrativa de Campinas. Destacaram-se também as regiões de Santos, Bauru e Sorocaba. 

Mortalidade infantil em queda
Em 2016, a taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo correspondeu a 10,9 óbitos por mil nascidos vivos, o que representa uma queda de 8,3% em relação a 2010, quando a taxa era de 11,9 por mil. Nesse período, o número de nascidos vivos permaneceu praticamente constante, em torno de 600 mil. Duas em cada três mortes infantis ocorreram no período neonatal (até 28 dias de vida). A Baixada Santista, com taxa de 13,8 óbitos por mil, é a região de maior risco de morte infantil, 27% superior à média do Estado. No outro extremo, a região de São José do Rio Preto, com taxa de 8,3, apresenta mortalidade 25% menor do que a média estadual. A taxa de mortalidade infantil é um dos indicadores mais utilizados para aferir as condições de saúde da população.

Educação e saúde: melhorias
De 2014 para 2015, o número de cidades paulistas com melhores indicadores na oferta de serviços de educação e de saúde passou de 194 para 234, segundo o Índice Paulista de Primeira Infância (IPPI), que mede o acesso aos serviços para a primeira infância, que vai do nascimento aos seis anos de idade. Em 2015, 74,1% das cidades melhoraram ou mantiveram suas posições na comparação com o ano anterior. E saltou de 65 para 93 o número de cidades que atendem de forma integral as crianças nesses itens. Os dados são da Fundação Seade. Entre as cidades com os melhores índices na promoção do desenvolvimento infantil estão São Caetano do Sul, no Grande ABC, e lhabela, no Litoral Norte. 

O que passa pelos cartórios
Em 2016, foram registrados 296.546 casamentos no Estado de São Paulo, segundo dados consolidados dos cartórios de registros civis. No mesmo ano, houve o registro de 599.942 nascidos vivos, 4.353 nascidos mortos e 293.761 óbitos gerais, dos quais 6.544 correspondiam a crianças menores de um ano de idade (2,23% do total). A população residente no Estado era estimada em 43,359 milhões de pessoas.

Transparência
Na quarta-feira (20), a Assembleia Legislativa paulista fez o lançamento do aplicativo Fiscaliza Cidadão. A ferramenta permitirá que qualquer cidadão possa saber de maneira objetiva e simples os gastos de gabinete, uso de carro oficial, presença em plenário e ações dos deputados estaduais. O presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), havia anunciado a inovação logo após ter sido eleito para o cargo, em março último. 

Canetada
A capitalização da Sabesp deverá acontecer entre o final deste ano e o início de 2018. O governador Geraldo Alckmin já assinou o decreto que cria a holding controladora da empresa. Com isso, a Sabesp poderá receber investimentos privados em oferta de ações. 

Reviver as praças
Se não trilharmos um caminho por cidades mais afetivas e humanas, as cidades, seus espaços e as pessoas estarão rumando ao abismo. Imersas em concreto, as cidades formam espaços opressores ao nosso espírito e produzem grande instabilidade social e emocional. Agora precisamos reviver as praças. A praça lotada, a rua animada, o mercado, parques, bares e cafés representam espaços multifuncionais, onde estamos sempre dispostos a encontrar e participar. Ressignificar o espaço das cidades é fundamental para a sociedades que virão, principalmente porque serão a primeira geração de pessoas que só viveu com a vida mediada pela tela dos smartphones. Os mais velhos serão como mentores dessas gerações, porque os jovens terão que aprender a falar, ouvir, comunicar e sentir”. 

Vivian Blaso, professora, autora do livro “Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização” e idealizadora do projeto Cidades Afetivas.

ACESSE AQUI A COLUNA
'CONTEXTO PAULISTA'
LINK CURTO: http://folha.fr/1.363353

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook