Wilson Marini é editor-executivo da APJ (Associação Paulista de Jornais)

Marini: 2018 começa com confiança renovada na economia

O noticiário econômico dos últimos dias no País está recheado de notícias positivas. Uma delas é o Índice de Confiança Empresarial, da Fundação Getúlio Vargas, divulgado quinta-feira (1º/2), que avançou 1,5 ponto em relação a dezembro de 2017, alcançando 94,9 pontos. Esta é a sétima alta consecutiva. 

A confiança empresarial inicia o ano em alta e com sinais favoráveis à continuidade da recuperação da economia brasileira, segundo Aloísio Campelo Junior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da entidade. O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados de sondagens da indústria de transformação, serviços, comércio e construção. 

"O ano começa com uma tendência de recuperação mais vigorosa da indústria”, analisou Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, para o jornal Valor Econômico. “É um ano que deve ser mais favorável em termos de recuperação do emprego, rendimento das famílias, normalização do mercado de crédito, e com a inflação em um patamar baixo e juros permanecendo nas mínimas históricas".

SERVIÇOS
No setor de serviços, a confiança atingiu o maior nível desde julho de 2014, segundo a FGV. O indicador que mede o desempenho desse segmento avançou 2,4 pontos em janeiro de 2018, para 91,8 pontos. No relatório divulgado à imprensa, o economista Itaiguara Bezerra diz que a alta da confiança de serviços em janeiro decorre de avaliações “mais positivas tanto em relação ao período corrente quanto das perspectivas de curto prazo". Segundo ele, a melhora ganha ainda maior relevância por sua reverberação entre os diversos segmentos do setor. “Esta maior convergência das avaliações dos empresários reforça o cenário de continuidade da recuperação da economia nos próximos meses”.

COMÉRCIO
Por sua vez, a confiança do empresariado do setor de comércio na capital paulista atingiu em janeiro o maior patamar mensal desde março de 2014, segundo a Federação do Comércio do Estado. Números apresentados quinta-feira mostram que o índice no segmento alcançou 110,7 pontos em janeiro, alta de 1,4 por cento ante os 109,1 pontos registrados em dezembro passado. Na comparação anual, o índice avançou 18,2 por cento em 2017, ante o ano anterior. A Fecomercio de São Paulo acredita que o cenário econômico deve colaborar para “acelerar as vendas, abrir espaços para novos investimentos no comércio e que o ritmo vai contagiar positivamente outros segmentos, como a indústria”.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Já a produção industrial no País cresceu 2,5% em 2017, tendo o melhor desempenho desde 2010, quando a alta foi de 10,2%, segundo o IBGE. Em dezembro de 2017, a produção industrial nacional cresceu 2,8% em relação ao mês anterior, a maior alta desde junho de 2013. Nos quatro últimos meses, as taxas foram positivas, acumulando alta de 4,2%. Em relação a dezembro de 2016, a indústria teve alta de 4,3%.

MERCADO EXTERNO
Nas exportações, o país obteve superavit comercial de US$ 2,768 bilhões em janeiro, o que representa o segundo melhor resultado para o mês desde 1989.

PIB EM ALTA
Com o otimismo especialmente na indústria, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018 foi modificada por especialistas para até 3,5%, graças a “indicadores mais robustos do que se antecipava na economia”, segundo o Estadão. Um exemplo é a venda de veículos novos, que cresceu 20,06% em janeiro de 2018 em relação ao mesmo mês de 2017.

INVESTIMENTOS
No começo de janeiro, a agência Investe SP divulgou um cenário positivo para os investimentos empresariais em 2018 no Estado. Em 2017, foram anunciados investimentos de R$ 3,6 bilhões (com geração de 8.063 empregos). Os números superam 2016, quando foram anunciados projetos que corresponderam a R$ 3,2 bilhões e 4.844 empregos.

ISS DO PEDÁGIO
O repasse aos municípios paulistas do ISS cobrado nas tarifas de pedágio atingiu em 2017 o total de R$ 509,4 milhões, segundo balanço divulgado esta semana pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Nos últimos dez anos, foram entregues às prefeituras R$ 3,9 bilhões a título de repasse da taxa, que é paga pelos usuários das rodovias. Ao todo, são 7,9 mil quilômetros de rodovias estaduais em 262 cidades, todas elas com direito ao repasse, na proporção dos trechos que cortam os municípios. A verba, na maioria dos casos, é significativa na composição orçamentária das administrações municipais. Na região de Bauru, por exemplo, 18 prefeituras foram beneficiadas com R$ 11,2 milhões em repasses provenientes da tarifa no ano passado. As prefeituras podem empenhar os recursos nas áreas de saúde, segurança, educação ou infraestrutura urbana.

NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS
As bicicletas elétricas da marca Pedalla, lançadas em novembro de 2017 pela Empresa Brasileira de Mobilidade Sustentável, são fabricadas na planta recém-instalada em São Bernardo do Campo, no Grande ABC. Com o início das vendas no varejo, a empresa pretende aumentar gradativamente a produção das bikes, com previsão de chegar a 30 mil por ano. A unidade tem 100 funcionários.

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