Jundiaí registra primeiro caso de febre amarela em humano

O Instituto Adolfo Lutz confirmou nesta segunda-feira, 18, que um motorista de 55 anos, morador no bairro do Ivoturucaia, em Jundiaí, no interior de São Paulo, contraiu o vírus da febre amarela. Ele foi o único membro da família que não quis tomar a vacina oferecida em uma unidade de saúde. Na região, em Itatiba, um aposentado de 76 anos morreu por causa da febre amarela.

De acordo com a prefeitura de Jundiaí, a cidade contabiliza 72 macacos mortos pela doença, tornando o município área de risco de contaminação em humanos.

Segundo o gestor de Saúde da cidade, Tiago Texera, o macaco encontrado foi morto no Ivoturucaia, três quilômetros de distância da residência da vítima. A hipótese de o motorista ter adquirido a doença em outro lugar está descartada, porque ele estava em casa, em férias do trabalho, quando ficou doente.

Texera disse que equipes percorreram o bairro convocando a população para vacinação após a morte desse macaco.

"O agente comunitário de saúde circulou por toda a área para divulgar a importância da imunização. Da família, somente ele que não se vacinou e ficou doente. Essa é a prova de que a vacina é eficiente e a única forma de prevenção", ressaltou o gestor.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da prefeitura de Jundiaí, Fauzia Abou Abbas Raiza, as pessoas que "ainda não se vacinaram estão se expondo a riscos desnecessários".

Jundiaí vacinou neste ano 92% da população e fechou um dos parques mais visitados, o do Corrupira, por tempo indeterminado, depois que macacos foram encontrados mortos na região. A prefeitura também restringiu a presença de pessoas que não tomaram a vacina a shows em clubes de campos. Só entram as pessoas que possuem comprovante de imunização.
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