Wilson Marini é editor-executivo da APJ (Associação Paulista de Jornais)

Contexto Paulista: Otimismo na economia se reflete no comércio

O Índice de Expansão do Comércio, calculado mensalmente pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), registrou crescimento de 1,8%, passando de 99,7 pontos em janeiro para 101,5 pontos em fevereiro deste ano. É a maior pontuação desde dezembro de 2014. Após 36 meses, o indicador voltou a ultrapassar a barreira dos 100 pontos, que separa o pessimismo do otimismo. 

Em relação a fevereiro do ano passado, houve crescimento de 29,4%, quando o índice registrava 78,4 pontos. Segundo a assessoria econômica da entidade, o empresário do comércio voltou a dar bons sinais de retomada da intenção de contratar e de investir. Juros em queda, inflação baixa e recuperação nas vendas são fatores que influenciam o ânimo do setor. A propensão a contratar teve aumento de 24% em relação ao mesmo mês do ano passado, ao passar de 94,8 para os atuais 117,6 pontos, o que é “um excelente sinal”, na visão da entidade.

Empregos
A Fecomercio aposta ainda que, com o emprego em recuperação, o investimento deve retornar com maior vigor este ano e fazer cada vez mais parte dos planos dos empresários do setor. A entidade prevê que os investimentos devem ganhar força em 2018. “Esse movimento deve ser a tônica que pode mudar de forma mais definitiva os rumos da economia ao fim deste ano”, divulgou.

Micros e pequenas
Após três anos seguidos no vermelho, as micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo encerraram 2017 com resultado positivo. Houve aumento de 5,1% no faturamento real, já descontada a inflação, em relação a 2016. A receita total das MPEs em 2017 foi de R$ 635,9 bilhões, o que representa acréscimo de R$ 30,9 bilhões ante o ano anterior. Os dados são do Sebrae de São Paulo. "São dez meses ininterruptos de crescimento do faturamento dos pequenos negócios”, analisa o presidente da entidade, Paulo Skaf. “Um claro sinal que a retomada da economia está mais consistente, puxada pela queda da inflação, redução da taxa de juros, reformas estruturais e retomada o poder de compra das famílias".

Serviços
Em 2017, o faturamento das MPEs foi puxado pelos serviços, que registraram aumento de 6,4% na receita real, respectivamente, ante o acumulado de 2016. O comércio cresceu 5,6%. Os pequenos negócios do Interior como um todo apresentaram crescimento de 5,1% da receita. Na região metropolitana de São Paulo, a elevação no indicador de evolução da receita foi de 5%. A região do Grande ABC teve retração de 7,7%, mas passou a registrar retomada desde outubro de 2017 e o Sebrae espera melhores resultados em breve para a região.
 
​De vento em popa​
O Microempreendedor Individual (MEI) também encerrou 2017 com ganhos. O faturamento da categoria cresceu 3,7% sobre 2016. A receita total em 2017 foi de R$ 47,7 bilhões. Os MEIs do Interior registraram evolução de 4,2% no faturamento e a região metropolitana de São Paulo, 3,3%. Se analisado o resultado de dezembro, houve crescimento de 15,7% ante o mesmo mês do ano anterior. Foi o sexto mês consecutivo de alta do indicador de evolução da receita, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Carteira PME
A revista Exame divulgou que os bancos brasileiros retomaram com força a concessão de empréstimos para pequenas e médias empresas, ampliando um movimento que já vinha acontecendo no financiamento ao consumo. O segmento foi destaque de crescimento dos três maiores bancos privados listados em bolsa no país no quarto trimestre de 2017. A tendência se acentua com a recuperação da economia e a taxa básica de juros em queda.

Investimentos no Interior
A multinacional italiana Nice, que atua no mercado de automação de portões e segurança patrimonial, vai investir R$ 35 milhões na ampliação de sua sede em Limeira. A planta será construída em um terreno de 40 mil metros quadrados às margens da Rodovia Anhanguera. 

A UFI Filters, fabricante de filtros automotivos, anunciou investimento de 4 milhões de euros para construir uma nova fábrica em Jundiaí. O início das operações está previsto para 2020.

Entidades reivindicam
Com a alteração das regras dos cupons fiscais, a doação não pode mais ser feita de forma anônima. O consumidor deverá cadastrá-la, por meio de aplicativo no celular, informando o CPF e outros dados. O presidente da Associação Comunidade de Mãos Dadas (ACMD), Eduardo Vianna, acredita que com isso haverá queda de 90% na arrecadação. 

"São crianças, idosos e pessoas com deficiência atendidos pelas quase 4 mil organizações, que serão fortemente atingidas", diz ele. Na Assembleia Legislativa, tramita projeto de lei que tenta reverter a situação por meio da doação sem a identificação do consumidor a entidades do terceiro setor.

Breves
- O 8º Fórum Mundial da Água, maior evento sobre recursos hídricos, está previsto para os dias 18 a 23 deste mês em Brasília.

- Os alunos dos ensinos médio e fundamental das escolas públicas estaduais poderão ter a educação digital incluída no currículo, se for aprovado projeto em discussão na Assembleia Legislativa.  

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