|
Alexandre Souza
ESCOLARIDADE A maior presença de estudantes nas salas de aula ocorre na faixa etária entre 7 e 14 anos |
- A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) 2006, pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que a taxa de analfabetismo no Brasil recuou de 10,2% em 2005 para 9,6% em 2006. No ano passado, 14,9 milhões de pessoas não sabiam ler e escrever. Segundo a consultora do IBGE Vandeli Guerra, a queda na taxa tem influência direta do aumento da taxa de escolarização. "A taxa de analfabetismo caiu em todas as regiões, sobretudo, o Nordeste'', disse.
Já ao considerar as pessoas com dez anos ou mais e com menos de quatro anos de estudo, os chamados analfabetos funcionais, esse percentual sobe para 23,6%.
O número médio de anos de estudo do brasileiro é de 6,8 anos. As mulheres em geral estudam mais. Enquanto as mulheres têm em média 7,0 anos de estudo os homens têm 6,6 anos.
O levantamento mostrou ainda que em 2006, 5,874 milhões de brasileiros freqüentavam o ensino superior, cursos de mestrado e doutorado. O número representa um acréscimo de 13,2% em relação ao ano anterior. Segundo o IBGE, o forte crescimento pode ser explicado pelo envelhecimento da população brasileira e por uma procura mais intensa por um curso universitário nesse ano.
Apesar do crescimento de estudantes com maior nível de escolaridade, eles ainda representam apenas 10,7% do total de estudantes brasileiros. A pesquisa mostra que a grande maioria dos estudantes de 3º grau estava na rede particular de ensino (75,5%). A maior presença de estudantes na escola se dá na faixa etária entre 7 e 14 anos (97,6%). Santa Catarina tem quase toda a população na escola (99%). Já Acre e Alagoas são Estados com menor taxa de freqüência nessa faixa etária.
Entre 2005 e 2006 o percentual de crianças de 5 e 6 anos na escola aumentou três pontos percentuais. Este aumento, diz o IBGE, pode ser reflexo de mudança na legislação, que prevê matrícula obrigatória a partir dos seis anos até 2010.