Taxas futuras de juros recuam com IPCA ofuscando corte da Selic

Os juros futuros mostram leves baixas na manhã desta quinta-feira, 8, com a desaceleração do IPCA de janeiro ofuscando o já precificado corte de 0,25 pp da taxa Selic, para 6,75% ao ano na noite de quarta-feira, segundo um operador de renda fixa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou alta de 0,29% em janeiro, ante um avanço de 0,44% em dezembro, informou pela manhã o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do IPCA ficou abaixo do piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,33% e 0,50%, com mediana positiva de 0,41%. Em 12 meses, a taxa acumulada pela inflação foi de 2,86%, também abaixo do piso das projeções dos analistas, que iam de 2,89% a 3,10%, com mediana de 2,98%.

No comunicado do Copom, na noite de quarta, o comitê afirmou que se o cenário econômico se desenvolver como esperado, será "mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária" na reunião de março.

O colegiado, no entanto, deixou aberta a possibilidade de rever essa posição. O Banco Central também avalia que o cenário externo tem se mostrado favorável, contribuindo para "manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes, apesar da volatilidade recente das condições financeiras nas economias avançadas".

Às 9h25 desta quinta, o Contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava a 7,99%, de 8,05% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2021 a 8,82%, de 8,87% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2023 caía a 9,53%, de 9,57% no ajuste de quarta.

Mais cedo, foi divulgado que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou ligeiramente de 0,69% na última quadrissemana de janeiro para 0,70% na primeira leitura de fevereiro.
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