Ibovespa fecha em baixa de 1,49%, sob influência de bolsas dos EUA

O Ibovespa operou por mais um dia sob a influência do mau humor dos mercados acionários dos Estados Unidos, onde os olhares dos investidores se voltam para as possibilidades de um aperto monetário mais forte. O índice à vista abriu a sessão de negócios desta quinta-feira, 8, em alta e, tentando recuperar as perdas da véspera, testou o patamar dos 83 mil pontos. Mas na segunda etapa do pregão, virou para o negativo e começou a imprimir perdas conforme seus pares em Nova York se deterioravam. Fechou em baixa de 1,49%, aos 81.532,52 pontos. O giro financeiro foi de R$ 11,3 bilhões.

Lá fora, o ambiente hostil se dá por um movimento de realização após longo ciclo de alta e, agora, em meio às perspectivas de encarecimento do dinheiro americano. "Apesar dos resultados corporativos bastante positivos, que mostram que os fundamentos não mudaram, há uma forte realização que vem na esteira de altas consecutivas por vários meses", diz Fábio Macedo, da corretora Easyinvest.

No meio da tarde, o Ibovespa operava em queda moderada, mas passou a registrar sucessivas mínimas espelhando Wall Street, que recuava após declarações do presidente da distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), William Dudley, dizendo que a precificação do mercado sobre o aperto monetário estava correta.

Nesse contexto, o efeito por aqui é de influxo dos investimentos de não-residentes. De acordo com a B3, saíram R$ 1,342 bilhão no pregão da última terça-feira, dia 5. Foi a terceira sessão com saída líquida de recursos estrangeiros no ano. Com isso, em fevereiro, o fluxo estrangeiro ficou negativo em R$ 1,927 bilhão. No entanto, ainda não foi forte o suficiente para reverter as entradas registradas em janeiro. Em 2018, o saldo está positivo em R$ 7,622 bilhões.

"Aquele volume que alavancou as altas de janeiro já não está mais sustentando o Ibovespa, pois, além de não comprar, o pessoal está vendendo", ressalta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora. "O mercado não tem força para caminhar com as próprias pernas, apesar de os indicadores da economia estarem bons", complementa.
LINK CURTO: http://folha.fr/1.388325

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook