União de público e privado contra problemas em Araçatuba

Propostas de parcerias entre o poder público e privado para resolver problemas antigos ou novos de infraestrutura, especialmente viária, em Araçatuba, aparentemente, estão apresentando resultados satisfatórios. Em um dos casos, solucionou-se descontentamento antigo da população em que, constantemente, a Prefeitura desperdiçava materiais, tempo e mão de obra, efetuando serviço que durava pouquíssimos dias, por não ser realizado com os materiais adequados. Entretanto, até então, a população não tinha conhecimento disso.

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No cruzamento das ruas Afonso Pena e Bernardino de Campos, não havia mais asfalto. Somente uma enorme cratera cheia de água malcheirosa que fora “reparada” por diversas vezes ao longo dos últimos oito anos e, a cada vez que reaparecia, o estado era pior. Por iniciativa de populares que se interessaram em reclamar na Prefeitura, descobriu-se que o problema não era resolvido por falta de materiais adequados para o serviço que precisava ser feito.

Assim, moradores e empresários se uniram para adquirir o material de melhor qualidade do que o que seria licitado pela municipalidade e com muito mais agilidade, tendo o conserto sendo feito com mão de obra e maquinário da Prefeitura.

Pensando pelo ponto de vista da agilidade e praticidade, essa seria a melhor maneira de resolver muitos problemas dessa natureza. Entretanto, neste sistema de trabalho, os bairros, por exemplo, acabariam ainda mais abandonados, pois somente têm interesse nas parcerias comerciantes ou pessoas que se sintam muito prejudicadas e que tenham poder aquisitivo para ajudar na aquisição do material.

Por outro lado, enquanto luta, cada vez mais, para arrecadar e aumentar os impostos e outras contribuições da população, o município transfere a estes parte de sua responsabilidade, onerando, ainda mais, o bolso da já castigada classe que vive para pagar impostos.

Talvez, uma maneira de garantir mais adesão a este tipo de parceria e torná-la ainda mais eficaz poderia ser a garantia de incentivos àqueles que se prontificam a contribuir, colocando a mão no bolso e colaborando para o bem-estar de todos. Entre as alternativas, isenção, por exemplo, em algum imposto ou descontos, conforme os valores disponibilizados para a realização das melhorias.

O contribuinte pagaria à vista, veria onde seu dinheiro estaria sendo investido; já o município poderia oferecer um desconto parcelado, não onerando o fluxo de recebimentos e incentivando cada cidadão a ajudar, da maneira que pode, e a supervisionar a execução dos serviços. Seria o início de uma parceria frutífera, pioneira e que poderia garantir um desafogamento no caixa, proporcionando ao Executivo a possibilidade de melhor gerir o apertado orçamento deixado pelo governo anterior e agravado, ainda mais, pela crise instalada no País. Em termos de setor público, todos os contribuintes são considerados patrões. É preciso ver com outros olhos.
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