Sofrendo também de calor

Pior do que não ter verbas para determinada obra é deixá-la inacabada

Araçatuba está em uma região com temperaturas altas o ano todo. No verão, principalmente, o clima esquenta de maneira absurda. Pode-se dizer que ambientes e carros climatizados, por aqui, não são luxo, mas questão de conforto e qualidade de vida.

Não bastassem obras inauguradas na gestão passada que ainda não foram entregues, o Pronto-Socorro Municipal tem mais um mistério: aparelhos de ar-condicionado que foram instalados, mas nunca funcionaram. O investimento maior foi feito na aquisição, mas, devido a adequações na rede elétrica, os aparelhos ganharam status de “enfeite”. É muito descaso aliado à falta de planejamento, culminando em desperdício de dinheiro público.

Na gestão há quase 365 dias, a serem completados dentro de uma semana, a atual administração peca em pequenas coisas que acabam maculando sua imagem. Com muita vontade e dificuldades, devido ao orçamento engessado, o prefeito Dilador Borges (PSDB) tem tentado “colocar a casa em ordem”. Mas a cada dia se depara com situações que evidenciam o descaso do poder público para com os cidadãos. E o pior: são problemas de simples solução.

Aparar as arestas e deixar a máquina administrativa funcionando da melhor maneira possível é um grande desafio, que necessita do engajamento de todos os funcionários públicos. O que acontece, muitas vezes, é que, habituados à situação precária de trabalho, muitos não mais se surpreendem pelos descasos, como o fato dos ares-condicionados do PSM.

Cabe ao cidadão denunciar as situações que o afligem. Pior do que não ter verbas para determinada obra é deixá-la inacabada, ainda mais quando envolve a saúde e o conforto dos usuários do sistema, já tão sucateado.

Destacar um servidor de confiança para realizar vistorias e apontar problemas pode ser uma maneira de garantir que melhorias e reparos sejam feitos, de pronto, sem custar mais do que deveriam. A hora do primeiro balanço está chegando e também há a necessidade de prestar contas para a população sobre a eficácia das estratégias adotadas.

Se demorou um ano para verificar um problema tão simples, quanto tempo, então, terá o cidadão que aguardar para questões mais complicadas, como o asfalto em péssimas condições e a falta de vagas em creches, citando apenas duas, sejam, de fato, tratadas como prioridade?

LINK CURTO: http://folha.fr/1.381161

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook