Deomerce observa entrevista de Lu Alckmin, que se emocionou ao falar do cargo que ocupa durante passagem por Araçatuba

Senhoras primeiras-damas

Esposas, mães e avós que dedicam seus tempos ao social

A princípio, uma primeira-dama não possui funções oficiais dentro do governo. No geral, cumpre o papel de esposa do presidente de um país, governador de estado ou prefeito. No Brasil, o título foi inspirado pelo modelo norte-americano. No entanto, elas ganham visibilidade por participar de cerimônias públicas e organizar ações sociais, como eventos beneficentes. 

Uma primeira-dama carismática pode ainda ajudar a transmitir uma imagem positiva de seus maridos à população. Em Araçatuba, figuras marcantes se destacaram no posto. Uma delas, Germinia Dolce Venturolli, chegou ao cargo de prefeita anos depois de ter exercido a função. Ela governou a cidade por dois mandatos: 1989-92 e 1997-2000. 

ARAÇATUBA
No ramo social, Therezinha Maluly, esposa do ex-prefeito Jorge Maluly Neto, é uma das figuras mais lembradas. Ao lado do marido, já falecido, era, ao mesmo tempo, carismática, brincalhona e irônica. Mesmo tendo ocupado o posto também em Mirandópolis, onde Maluly também foi prefeito, foi em Araçatuba que ela diz ter “exercido de maneira intensa a função de presidente do Fundo Social de Solidariedade”.

“Foram quase oito anos de muita emoção e dedicação. Quando eu cheguei, a sede da Ação Social era pequena, tive que colocá-la num espaço maior. Depois, mudamos para um lugar ainda maior, porque a procura por ajuda era muito grande”, diz Therezinha, ao falar de seu tempo como primeira-dama. Dos tempos nessa função, ela recorda o “entrosamento” e a “dedicação” dos funcionários que a ajudavam. “Eu sempre tive essa coisa de ajudar as pessoas. A gente tem que fazer as coisas por amor, não por interesse de nada. E me sinto muito emocionada em ser procurada pelas pessoas que se recordam do meu período.” 

Sempre expansiva por onde passa, ela conta: “Uma senhora me encontrou na rua um dia desses, me abraçou com os olhos cheios de lágrimas e disse as diversas coisas que nós, do Fundo, havíamos conseguido para ela. É um carinho espontâneo e que enfatiza mais o que a gente fez”. 

ATUANTE
Há pouco mais de um ano como primeira-dama do município e presidindo o Conselho Deliberativo do Fundo Social de Solidariedade, Deomerce Damascemo conta que executar os trabalhos, em alguns casos, “não é fácil”, mas reitera que “quando você coloca o coração no meio, a coisa anda”. 

Porém, Deomerce, que nunca se imaginou na função, enfatiza: “Desde jovem, tive muita vontade de fazer uma coisa inclusiva, que é o que a gente está fazendo aqui”. O termo primeira-dama, aliás, não agrada Deomerce, que pede que os outros a vejam de maneira natural. “Quem trabalha comigo sabe que eu sou igual a todos”, explica.

Na esteira do trabalho que vem fazendo, Deomerce classifica a cidade como “acolhedora em diversos sentidos”. Explica: “É só observar quantas entidades sólidas nós temos na cidade. É algo gratificante ajudar as pessoas que mais precisam”. Ela explica que o Fundo Social possui uma agenda “para dinamizar a agenda da cidade em todas as áreas”, que levarão não só ao assistencialismo material, mas também entretenimento, cultura e lazer. 

“Às vezes, sinto que sou imediatista demais e o pessoal que trabalha comigo explica que preciso ter calma, mas aqui eu vejo que quando Deus tem um propósito, tudo dá certo”, finaliza. Deomerce diz sentir enorme admiração pela ex-prefeita e ex-primeira-dama Germina Dolce Venturolli, a quem classifica como uma “primeira-dama atuante”, “humilde”, “serena” e “graciosa”. Outro exemplo destacado por ela é a própria Therezinha Maluly, “uma mulher arrojada”.


Lu Alckmin: Uma história de aprendizado

Conduzindo as ações sociais no Estado há mais de 12 anos, Lu Alckmin é vista como um exemplo para as demais primeiras-damas dos municípios paulistas. Esposa do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Lu demonstrava vocação para o trabalho social desde a década de 1970, quando foi primeira-dama de Pindamonhangaba (SP). 

Após assumir a presidência da entidade social do Estado, dedicou-se às casas de solidariedade, ao Jori (Jogos Regionais do Idoso), às padarias artesanais e aos demais projetos sociais do governo. Sobre sua atuação, ela é direta: “Ninguém é nada sozinho”. E ressalta, com os olhos marejados, ao falar de sua atuação social: 

“Para mim, é uma honra [ser primeira-dama]. Nossa vida é muito breve e poder ajudar meus semelhantes é uma realização para mim. Estamos aqui de passagem e, quando nós amamos o próximo, somos felizes. Pode ter certeza que eu fico muito feliz de ver essas pessoas terem oportunidade de uma vida melhor.” 

Sobre as primeiras-damas que passaram pelo serviço social do Estado ela sintetiza que “todas que passaram pelo Fundo Social foram importantes”, lembrando de dona Lila Covas, a quem considera sua “professora”. Ela cita ainda dona Luci Montouro, responsável por criar os fundos municipais pelo Interior.

FAMÍLIA
Ser esposa, mãe, avó e ainda dividir o tempo com o trabalho social não é problema para nenhuma delas. Lu conta que “consegue fazer tudo”. E frisa: “Todas as mulheres são ocupadas e eu não sou diferente das outras”. 

AMOR
“Eu amo o Geraldo. Por um acaso, Deus me pôs na vida dele e eu tive a oportunidade de assumir como voluntária no Fundo Social, que era meu sonho de ajudar os meus semelhantes. Além disso, eu sou mãe e avó e amo ser os dois. Pode ter certeza, dá tempo para tudo. Dá tempo para ser mãe, avó e tudo. Apenas precisamos nos organizar nos nossos horários”, finaliza. 


Marcela Temer se destaca no Programa Criança Feliz

A primeira-dama da República, Marcela Temer, é embaixadora do Programa Criança Feliz e tem trabalhado na divulgação desse projeto. A gestão, coordenação e demais ações do programa são de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social. Marcela é uma das mais jovens a assumir a função de primeira-dama no País.

Segundo sua assessoria, desde o lançamento do Programa Criança Feliz, em outubro de 2016, “a primeira-dama Marcela Temer tem realizado diversas audiências com especialistas de instituições para debater temas relacionados à proteção da infância e ao voluntariado”. 

INSTITUIÇÕES
A nota ainda destaca encontros com representantes de instituições como o PNUD/ONU, Unesco/ONU, Grupo Kroton Educacional, Childhood Brasil, Comissão de Valorização da Primeira Infância/Senado, Rede Sarah de Hospitais e Hospital Albert Einstein. Marcela também se reuniu com primeiras-damas dos estados e de capitais e se encontrou com embaixatrizes e também “promoveu encontros para mobilizar diversos setores da sociedade e divulgar o Criança Feliz”. 

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