Mesmo com todos os problemas no Brasil, venezuelanos encontram a tranquilidade

Sem perspectiva de retorno: crise atrai venezuelanos para Araçatuba

Imigrantes venezuelanos chegam à cidade em busca da qualidade de vida que deixou de existir em seu país de origem, onde tudo é controlado

A crise econômica na Venezuela tem feito com que muitos moradores daquele País busquem o Brasil como abrigo. Alguns deles se mudaram para Araçatuba com a perspectiva de uma vida melhor, principalmente com mais segurança. Eles abandonaram na cidade de Valencia as casas, a vida e até a família para recomeçar em um novo País. E nenhum deles quer voltar. O motivo? Mesmo com todos os problemas do Brasil, encontraram paz, o que há muito tempo não se vê no país caribenho. A Venezuela vive uma inflação meteórica, com escassez de alimentos e de produtos de necessidade básica. A situação caótica provocou uma forte onda migratória de venezuelanos miseráveis para os países vizinhos da América Latina.


Na semana passada, a reportagem da Folha da Região conversou com uma família que se mudou para o interior paulista. A chegada da família a Araçatuba começou em 2016, com Junnior Cedeño. Um tio dele, que estava na cidade a trabalho, falou sobre as oportunidades do interior paulista e ele decidiu se mudar. Mas a ideia inicial de Junnior era juntar dinheiro para se mudar para a Europa, principalmente Espanha, onde mora o filho dele.


Em 2017 foi a vez do primo dele, Carlos Jimenez Rodriguez, de 28 anos. Mês passado vieram a esposa de Carlos, Carolina, 28, a filha deles, Melissa, 2, que já frequenta escola no Brasil, os outros primos Daniel Hurtado, 23, Yorman Arturo Hernandez, 27, Brandao Cedeño, 22 e o tio deles e pai de Brandao, Walter Cedeño, 44. A maioria dos Cedeño trabalhava com venda e comércio e no Brasil partiram para o ramo da alimentação.


Junnior aprendeu a cozinhar no Brasil e começou a trabalhar em uma lanchonete em um food park na avenida Brasília. Depois, ele trabalhou em outro food park na Joaquim Pompeu de Toledo e agora tem o próprio negócio, em Birigui, onde vende comida árabe.

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