Ocupação liderou os índices de geração de emprego formal em Araçatuba em 2015, 2016 e 2017

Saiba qual é a ocupação que mais emprega em Araçatuba

Atividade criou 221 empregos formais no município

Cobrador interno foi a ocupação que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada em Araçatuba pelo terceiro ano consecutivo. A atividade criou 221 empregos formais no município, saldo de 1.131 admissões contra 910 desligamentos, de acordo com estatísticas do Ministério do Trabalho. 

O número de vagas preenchidas por cobradores internos na cidade no ano passado supera em 30,7% o resultado de 2016. Foram abertos 169 postos de trabalho para o cargo no acumulado do ano retrasado. A ocupação liderou os índices de geração de emprego formal em Araçatuba em 2015, 2016 e 2017.

A atividade teve uma expansão na contramão do município como um todo, que registrou saldo negativo. Araçatuba eliminou 828 postos de trabalho em 2017 - foram 20.914 admissões e 21.742 desligamentos.

ENDIVIDAMENTO
As contratações foram feitas tanto por assessorias especializadas em cobranças quanto por empresas de outros segmentos que criaram setores internos para promover o serviço. O psicólogo Henrique Polizel, proprietário da RH Consultoria Organizacional, relata ter intermediado o recrutamento de profissionais para ambas as situações.

Para ele, a inadimplência aqueceu a demanda por cobradores nos últimos anos. "O aumento destas posições se deu pelo crescimento do consumo e, consequentemente, de pessoas endividadas pela crise econômica", afirma.

Em Araçatuba, o registro de inadimplentes subiu 5,8% no acumulado de 2017, segundo informações do Boa Vista SCPC. O número de devedores com o nome sujo saltou 5,3% na região, no mesmo período, embora tenha apresentado um recuo médio de 1,7% no Estado de São Paulo e 3,5% no Brasil. Contudo, o movimento de recuperação de crédito cresce 6% em Araçatuba, 5,5% na região e 2,2% em território paulista ao longo de 2017. No Brasil, o pagamento de dívidas retraiu 0,4%. 

ROTATIVIDADE
Polizel destaca que a rotatividade do setor de call center é alta. Um dos motivos é que o próprio mercado do ramo que, por ser aquecido, faz com que as empresas de telemarketing disputem entre si os profissionais. Com a oferta elevada, o próprio trabalhador procura por empresas que ofereçam as melhores condições de trabalho e benefícios atraentes. 

"Outro fator é que muitas pessoas usam esta experiência de 'trampolim' para vagas em outros setores", diz Polizel. Ele também acredita que a estabilidade do segmento é baixa devido ao fato de que há jovens que buscam primeiro emprego em centros de cobranças, porém depois mudam de foco a procura de outras atividades.

PERFIL
Conforme Polizel, o perfil mais procurado para o preenchimento de vagas por cobradores internos são de pessoas com idade a partir de 18 anos, que possuam o ensino médio completo ou tenham dado início ao ensino superior. 

É comum as empresas contratarem para a atividade profissionais no início de carreira - o que incluiu casos em que a posição será o primeiro emprego do candidato - ainda que também exista a demanda por trabalhadores que já tenham atuado como cobradores.

DICAS
O psicológico aconselha quem estiver se preparando para uma entrevista de emprego na área a buscar apresentar uma boa comunicação, capacidade argumentativa, ideias claras, facilidade em se relacionar com pessoas, proatividade e ambição. "A maioria das empresas oferece comissionamento atrativo como principal fator de destaque no salário." 

Conforme o Ministério do Trabalho, a remuneração média inicial para cobradores internos em Araçatuba foi de R$ 1.035,09 em 2017.


Na outra ponta, servente de obras é função que mais demite

Por outro lado, servente de obras encabeça a lista de ocupações com os piores resultados no quesito geração de empregos em 2017 na cidade de Araçatuba. As demissões da atividade superaram em 210 vagas o volume de contratações. Foram 881 admissões contra 1.091 desligamentos, conforme dados do Ministério do Trabalho. O desempenho no ano passado foi inferior ao de 2016, quando a ocupação já registrava um saldo negativo. No acumulado ano retrasado, foram encerrados 25 postos de trabalho para serventes de obras. 

A construção civil como um todo também mais demitiu do que contratou. O setor eliminou 150 empregos com carteira assinada em 2017. O ramo concentrou 2.682 admissões contra 2.832 desligamentos entre janeiro e dezembro do ano passado, conforme o ministério. Contudo, o saldo da construção em 2016 havia sido ainda pior. Naquele ano, o setor cortou 279 vagas no acumulado dos 12 meses. 

A geração de empregos da construção civil despencou nos anos de crise. O setor já chegou a abrir 379 vagas formais em 2013. O saldo continuou positivo no ano seguinte, porém recuou para a criação de 219 empregos com carteira assinada. Em 2015, a construção encerrou 19 postos de trabalho no acumulado de 12 meses.

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