Rodrigo Andolfato é empresário e presidente do Conselho Deliberativo do Ilan (Instituto Liberal da Alta Noroeste)

Rodrigo Andolfato: Visão liberal austríaca para se construir um novo país

Primeiramente, devemos definir o que consideramos cidadãos desse novo país e o que consideramos influência de nação no pensamento liberal, mas não sob a ótica rígida das definições acadêmicas e sim sob a ótica utilitarista que devemos enxergar as coisas para um mundo mais JUSTO!

São cidadãos de um novo país não somente os que nasceram nesta região, ou pedaço de terra delimitada geograficamente como conhecemos, mas todos aqueles que compartilham do valor do trabalho que se abarcará nesta futura terra de filosofia progressista e de livre negociação.

Sim! Serão considerados cidadãos de bem, aqueles que nascem até em Marte, porém escolhem se mudar para esta terra em busca de empregos e do empreendedorismo. Assim como não serão considerados cidadãos de bem aqueles que aqui nascem neste planeta, mas resolvem baixar suas cabeças à burocracia excessiva, ao corporativismo sindical e à onipotência do estado coercitivo e opressor que cerceia o maior enriquecimento das pessoas e suas liberdades, em toda a sua plenitude.

Exemplifico-me aqui de forma mais incisiva sobre o pensamento de nação, para um liberal clássico como eu, que pleiteia somente acrescentar conhecimento liberal aos leitores a fim de fazer valer a possibilidade de nos aproximarmos das qualidades essenciais que moldaram nossa sociedade desde seus primórdios. Sim, concidadãos de nossa querida Araçatuba e região, foi o livre mercado, o empreendedorismo, o trabalho duro e, principalmente, o modelo meritocrático liberal que moldaram nossa sociedade local!

E, definitivamente, não! Não vemos com bons olhos o sentido corporativista do pensamento regionalista que visa tão somente o protecionismo de “seu povo”, cujo mérito não seja outro que ter nascido em terras de determinada região. Esse tipo de sentimento protecionista (das nossas indústrias, dos nossos trabalhadores, dos nossos empresários, dos nossos pobres, dos nossos ricos, etc.) só nos leva ao modelo fracassado de sociedade que temos vivido. Às vezes, somos hipócritas e numa mesma frase, falamos de protecionismo e pedimos que o prefeito busque indústrias de fora para investir aqui!

Por essa razão, devemos aplaudir de pé todos os povos que construíram a riqueza de nossa sociedade através do livre mercado, muito trabalho, muito suor e que aqui não tiveram a raiz inicial de suas árvores genealógicas, tal qual os portugueses, libaneses, italianos, japoneses, árabes, e outros.

Baseado em todo exposto é que sintetizo qual deve ser a filosofia de uma Nação nova que queremos ver florescer pós-2018. Devemos lutar por uma pátria livre, que permita compartilharmos empreendedorismo e trabalho através da livre iniciativa e, assim, fazer crescer esse novo país Liberal de muitos empregos. Por isso gritamos: “Menos Marx e Mais Mises”.

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