Roberto César dos Santos é gestor de recursos humanos e dirigente na USE (União das Sociedades Espíritas) Regional de Araçatuba. Descreve esta Face Espírita para publicação exclusiva na Folha da Região

Roberto César dos Santos: Tristeza não tinha fim...

Muitas vezes, a tristeza nos abraça por não encontrarmos soluções imediatas para nossos problemas, e acabamos por nos angustiar. É uma condição natural do ser humano: perder a alegria, o ânimo e a disposição. Porém, da próxima vez que ficar triste, olhe para a tristeza com carinho, converse com ela, descubra sua razão de existir.
 
Pode parecer loucura esta proposta, mas é assim que funciona: é necessário olhar para aquilo que nos incomoda, porque normalmente queremos fugir, evitar a todo custo qualquer problema, conflito, situações vexatórias, etc...
 
Às vezes, quando nos sentimos tristes, no meio da confusão diária, dentre tantos afazeres, simplesmente desejamos que este sentimento rapidamente se afaste. E passamos para a próxima tarefa sem percebermos a verdadeira razão de estarmos tristes. E, assim, não nos disponibilizamos a aprender a nos conhecer.
 
Quando não encaramos o problema, é inevitável que ele volte a nos visitar, a cobrar nossa atenção, para que possamos resolvê-lo. Em outros momentos ficamos a remoer situações dolorosas por não termos ainda a capacidade de aceitar que a dificuldade cria, transforma, e toda transformação favorece aquisições de experiências, sendo construtivamente utilizada.
 
O que percebemos como desilusão pode ter o efeito de uma cirurgia, por vezes indispensável à manutenção do corpo. Lágrimas lavam incertezas do pensamento, assim como a chuva limpa a atmosfera.
 
O desespero nunca remediou ou ensinou, em qualquer situação; na verdade, piora sempre, em todas as causas e consequências. Ficamos tristes por reconhecer que tropeçamos em algum momento na nossa vida. Porém, tropeçar faz parte da vida...
 
Vale citar a letra de uma música muito conhecida: "...reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". E perceber que reconhecer a queda, o motivo dela, compreendê-la, para não cair mais, é um desafio a ser vencido, uma vitória sobre nosso orgulho "ferido", que nos deixa cegos nestas ocasiões.
 
Se nós queremos ser felizes, por que buscamos o caminho da escuridão? Ainda não aprendemos a lidar conosco e precisamos fazer isso. Caso não o façamos e deixamos a tristeza tomar conta, ela poderá transformar-se em depressão, uma patologia por muitos ignorada, por acharem tratar-se de “frescura”. É uma doença grave que pode ter consequências funestas para quem não cuidar adequadamente, levando o portador, muitas vezes, a cometer suicídio.
 
Falando neste processo, vale reiterar a importância da Campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio. Falar é a melhor solução. Valorize a vida! O Movimento Espírita está contribuindo, dentre outras ações, com o Movimento Amor à Vida!
 
Quando falamos de tristeza, precisamos estar atento às consequências, se perdurar por dias a fio. Que tal inverter a situação: use-a como estímulo para mudar sua vida, para evitar certos comportamentos, compreender as razões de seu aparecimento e, com todas as forças, trabalhar contra ela.
 
A obra básica “Evangelho Segundo o Espiritismo” (por Allan Kardec, capítulo V) pode contribuir: “Todos os sofrimentos – misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres amados – encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens”.
LINK CURTO: http://folha.fr/1.361715

Curta nossa fanpage e receba notícias pelo Facebook