Paul Anka Urbano Gonçalves recebe aparelho

Ritinha Prates faz entrega de primeira órtese produzida em oficina ortopédica

A Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba, fez na manhã de quinta-feira (25) a entrega da primeira órtese - aparelho que auxilia um órgão ou função deficiente - produzida na oficina da entidade, que foi inaugurada em dezembro, mas que entrou em funcionamento este mês.

O contemplado foi Paul Anka Urbano Gonçalves, de 56 anos, que reside em Santo Antônio do Aracanguá. Há quase dois anos, ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico, que deixou paralisado o lado esquerdo do seu corpo. Além da órtese, a oficina produzirá próteses (aparelhos que substituem um segmento do corpo).

De acordo com o coordenador da reabilitação física, Marcos Adriano Mantovan, todo o procedimento do equipamento entregue a Gonçalves foi concluído em 14 dias. Sem a oficina, ele precisaria se deslocar até a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, em São José do Rio Preto (a 156 km de Araçatuba), para receber a órtese, cujo prazo para entrega poderia levar até um ano.

“Além da melhora na qualidade de vida e no tratamento do usuário, a órtese vai ser importante para evitar o surgimento de outros problemas, como uma possível deformidade no pé esquerdo”, explicou. Todos os custos de produção do aparelho foram arcados pela entidade. Uma órtese, semelhante à que foi produzida custaria R$ 600.

SONHO
O operador de máquinas Cléber José do Prado, sobrinho de Gonçalves, disse que hoje a família não teria condições de adquirir o equipamento. “Foi uma maravilha isso que aconteceu. É um sonho realizado, pois não teríamos condições de comprar ou fazer um aperto muito grande no orçamento, que já é pequeno”, ressaltou.

Conforme levantamento da associação, cerca de 100 pacientes aguardam por uma prótese ou órtese. Mantovan acredita que essa fila seja totalmente zerada num prazo de dois meses. “A oficina produzirá os equipamentos de acordo com a demanda de pacientes que são atendidos. Para isso, foram contratados dois técnicos ortopédicos. Mensalmente, somente na área de fisioterapia, o local presta 200 atendimentos”, destacou.

INVESTIMENTO
A entidade investiu cerca de R$ 40 mil na adequação do espaço e na compra de materiais. “Nós percebemos que há uma demanda de pacientes que, muitas vezes, não conseguem o equipamento. Essa oficina vem para suprir essa necessidade, que faz parte do nosso serviço: de atender a todos, oferecendo sempre uma melhor qualidade de vida”, explicou a presidente da instituição, Maria Aparecida Nascimento Xavier.

O próximo passo do Ritinha Prates é conseguir, junto ao Ministério da Saúde, a habilitação da oficina ortopédica. Com isso, a entidade passaria a receber uma verba de custeio mensal de R$ 56 mil. “O projeto já está pronto e estamos em conformidade com o que o órgão solicita, faltando apenas a concessão da habilitação, para que possamos atender e melhorar a qualidade de vida de mais pacientes”, concluiu Mantovan.

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