Na Emeb Professora Anna dos Santos de Barros, no Pinheiros, falta capinação

Retorno às aulas em Araçatuba é marcado por reclamação de pais sobre escolas municipais

Mato alto e falta de água gelada estão entre queixas

A volta às aulas para os alunos da rede municipal de ensino foi marcada, além da entrega dos materiais, por problemas estruturais em, pelo menos, duas unidades de Araçatuba. Em uma delas, os estudantes estão tendo de conviver com o mato alto e, na outra, segundo relato dos pais, o bebedouro está quebrado. No caso da última unidade, a Prefeitura contestou a informação.

Na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Professora Anna dos Santos de Barros, no Jardim Pinheiros, os alunos foram “recepcionados” com o mato alto dentro e em volta da unidade. A vendedora Marina Alves dos Santos, de 53 anos, que reside próximo da unidade, disse que a situação se encontra desde dezembro do ano passado.

“Passaram as férias e nada foi feito. Achei feio o modo como os alunos foram recebidos, com esse mato predominando as dependências da escola”, disse. Ela acrescentou que o cenário colabora para a proliferação de sujeira e o aparecimento de bichos peçonhentos, como baratas, ratos e escorpiões.

“Sem contar que isso é uma 'festa' para proliferação do Aedes aegypti. Em tempos de dengue, zika e chikungunya, entre outras doenças provocadas pelo mosquito, o mato alto oferece riscos de formação de criadouros, o que pode causar sérios danos à saúde de todos”, observou.

Na manhã de terça-feira (6), a reportagem esteve no local conferindo a situação. Em alguns trechos da calçada ao redor da unidade está cercado por mato alto, impedindo a passagem dos pedestres, que precisam, em alguns momentos, caminhar pela rua. O problema se repete na parte interna da unidade.

BEBEDOURO
Já a Emeb Maria Alice Couto de Moraes, no Jardim Paraíso, segundo alguns pais, está sem água filtrada e gelada para as crianças. O vendedor Daniel Ferreira de Andrade, de 36 anos, disse que levou a filha, de 2, para a escola na segunda-feira (5), quando ficou sabendo do problema.

“O bebedouro está quebrado, quando fui informado que os professores, junto com a direção, estavam querendo arrecadar, entre eles, a quantia para arrumar o equipamento”, comentou. Ele acrescentou que, diante da situação, não levou a filha ontem, que está no 1º ano, para a unidade. “Acho que chega a ser desumana essa situação. Estou pensando em tirar minha filha da escola”, ressaltou.

Na tarde de terça-feira, a reportagem esteve na unidade e constatou que o bebedouro estava funcionando normalmente. Conforme apurado, o que deve ter ocorrido é que, devido ao movimento de crianças e pais na unidade, o equipamento não tenha conseguido gelar a água.

SERVIÇO
Em nota, a Prefeitura informou que, no caso da roçagem na escola do Jardim Pinheiros, foi necessário fazer uma nova licitação para contratar a empresa que presta serviços de roçagem. “O processo foi concluído em dezembro, porém, como houve recurso por parte de algumas empresas, o processo foi finalizado apenas em meados de janeiro, ocasionando o acúmulo de serviço, principalmente em período chuvoso, que o mato cresce rapidamente”, destacou a administração. 

O Executivo esclareceu que, para agilizar a roçagem, está sendo concluído um processo de contratação de equipe extra até que todas as escolas sejam atendidas e que a empresa tem feito o trabalho de até duas escolas por dia. 

Já no caso da Alice Couto, que atende 261 alunos, a Prefeitura ressaltou que a unidade dispõe de água gelada e filtrada para o atendimento de todos os estudantes e que não teve nenhuma falha no funcionamento do sistema. “Há outras torneiras destinadas a lavagem das mãos e estas sim são em temperatura ambiente e não possuem filtro, conforme informado pela diretora à mãe que fez o questionamento na escola”.

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