Modelo de atividade adotada pela Secretaria Municipal de Educação com portadores de deficiência, em Araçatuba

Rede municipal adota mecanismos de inclusão em Araçatuba

A educação, no atual cenário momento vivido pelo Brasil, é vista, cada vez mais, como uma esperança para aqueles cidadãos que sonham e idealizam conquistas. Toda a jornada estudantil, do maternal à graduação, requer um esforço do aluno, para que todo o conteúdo passado seja absorvido pela classe.

Entretanto, levando em conta as particularidades de cada um, a maneira de compreender determinado assunto pode variar. E essas variações podem existir devido às necessidades educacionais específicas de cada aluno, como as deficiências, os transtornos e até a alta habilidade, os superdotados. Mediante a situações como essas, os professores possuem um papel de extrema importância no processo de inclusão social. 

De acordo com a dirigente do Departamento de Educação Especial Inclusiva, órgão ligado à Secretaria Municipal da Educação de Araçatuba, Andréa Melinsky, 42 anos, todas as unidades do Sistema Municipal de Ensino oferecem o chamado AEE (Atendimento Educacional Especializado). Para isso, é oferecida toda uma estrutura de ensino diferenciada aos alunos com necessidades especiais.

NÚMEROS
Na rede, em um ano, aumentou quase 40% o número de crianças com necessidades especiais atendidas. Andréa conta que, no ano passado, a secretaria atendeu 330 alunos com esse perfil. Em 2017, esse número já alcança 460 estudantes. O programa promove atendimentos duas vezes por semana. 

“Atualmente, temos 26 professores especializados em educação especial atuando na rede municipal de ensino, sendo uma professora-orientadora pedagógica e uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais). A função do atendimento é identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos acessíveis que eliminem as barreiras que impedem o desenvolvimento da criança, considerando suas necessidades específicas. Alguns casos podem ser caracterizados como deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, como a superdotação”, explica Andréa.

A dirigente ressalta que todos os profissionais que atuam nessa área veem como constante desafio fortalecer o estudo dos casos para a identificação dessas crianças, para que a importância dessa formação especializada seja reconhecida como necessária. 
Esse profissional trabalha em conjunto com todos os outros que possuem contato com os alunos, pois existem aqueles que exigem uma mudança dentro da sala de aula regular.

“O professor que atende as crianças no AEE presta um serviço para o aluno e para todos os profissionais que compõem a equipe educacional. Quando a criança precisa sentar mais na frente, por exemplo, é o professor especializado que auxiliará o professor regular como deve proceder dentro da sala de aula. É importante que esse contato aconteça, pois quem passa mais tempo com o aluno é a professora regular, não a especializada. Tudo que é feito por essa causa busca subsidiar o trabalho inclusivo, que garante o direito, a qualidade e a permanência desse aluno no ambiente escolar”, afirma a dirigente do Departamento de Educação Especial Inclusiva.

INTERESSE
Andréa diz que essa especialização interessa à maioria dos professores da rede municipal. Porém, devido à rotina de trabalho, nem sempre todos conseguem fazê-la. Ela também conta sobre o curso de informática adaptada que a Emeb Professor Victor Ribeiro Mazzei, escola localizada ao lado da Secretaria Municipal da Educação, está oferecendo aos professores, para que os profissionais tenham mais facilidade na aplicação de softwares acadêmicos nas atividades desenvolvidas com os alunos.

SERVIÇO
A Secretaria Municipal de Educação de Araçatuba fica na Rua São Paulo, 728 Vila Mendonça. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (18) 3636-1200.


Atendimentos dependem da necessidade 

A professora Beatriz Aparecida Campos Aguiar, de 36 anos, conta que atende oito crianças com deficiência intelectual, do primeiro ao quinto ano, na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Professor Victor Ribeiro Mazzei.

De acordo com ela, de início, o aluno passa por uma consulta com especialistas, que informam quais são as necessidades da criança. Após esse procedimento, o estudante é encaminhado para o AEE com um laudo. É a partir desse parecer que o professor monta um cronograma das atividades que serão desenvolvidas.

“Nós, professores, não podemos unificar questões como essa, porque são tratadas as dificuldades tidas dentro e fora da sala de aula. Portanto, os mecanismos de inclusão social são implantados nas aulas por meio da metodologia educativa, com jogos que incentivem ações em grupo. E esses jogos fazem parte do trabalho pedagógico de alfabetização desse alunos”, exemplifica a professora. 

TEMPO
Beatriz começou esse trabalho com os alunos da Emeb no início deste ano, mas atua na rede municipal de ensino de Araçatuba há nove. Ela ressalta que a jornada de trabalho do professor especialista garante seis horas semanais para formação contínua, sendo quatro às terças-feiras na sede da Secretaria Municipal de Educação e outras duas horas realizadas nas unidades escolares. Também ressalta que esses momentos são essenciais para a formação especializada do profissional. 

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