RÉU É CONDENADO A 20 ANOS POR MORTE E OCULTAÇÃO DE CADÁVER

Crime ocorrido em maio de 2012

O servente Willian Pereira Lopes, 33 anos, foi condenado a 20 anos e 10 dias de prisão pelo assassinato e ocultação do cadáver de Daniel Graciano da Silva, crime ocorrido em maio de 2012. A vítima residia no bairro Nobreville, em Araçatuba. Após o homicídio, parte do corpo foi queimada.

O julgamento aconteceu na quarta-feira (11) no Fórum de Araçatuba e o Tribunal do Júri absolveu Leonardo Rodrigues da Silva, 25, também denunciado pelo Ministério Público pelos dois crimes.

O promotor de Justiça Adelmo Pinho vai recorrer da absolvição. O caso tem um terceiro denunciado, Luiz Hilário Malaquias, que não foi julgado porque é considerado foragido.

O corpo de Daniel foi encontrado na tarde de 10 de maio de 2012, em um terreno na rua Aparecido Romano, no bairro Jussara. Ele estava enrolado em um cobertor, em outros pedaços de tecido e papelão. Como o cadáver estava parcialmente queimado, não foi possível fazer a identificação.

A investigação apontou que a vítima tinha sido morta em outro local e os autores teriam desovado o corpo no terreno. Havia sinais de espancamento e várias facadas. Ao lado foi encontrado um galão com combustível, também queimado.

A identificação aconteceu apenas seis dias depois, por um filho da vítima que esteve no IML (Instituto Médico Legal). Ele disse que morava com o pai, que saiu de casa no dia 9, véspera de o corpo ser encontrado. Daniel Graciano estava de bicicleta, trabalhava como pedreiro e um dia antes tinha recebido dinheiro referente à indenização trabalhista.

DENÚNCIA
Segundo a denúncia do Ministério Público, Luiz Hilário Malaquias, que é considerado foragido, era padrasto de uma menina com 11 anos na época. Ele teria visto a criança conversando com a vítima, que a questionou sobre o comportamento do padrasto. Por ciúme da enteada, ele decidiu matar Daniel.

Acompanhado dos outros dois réus, ele levou a vítima até à casa de Lopes, onde a agrediram com socos e chutes. Consta na denúncia que Daniel foi obrigado a ingerir bebida alcoólica até desmaiar. Quando estava desacordado, ele foi atacado com golpes de faca e de um machadinho, além de ter o corpo pisoteado pelos réus.

Laudo necroscópico apontou várias lesões pelo corpo, inclusive fratura da coluna cervical. Após a morte, de acordo com a denúncia, o réu Leonardo da Silva furtou R$ 1 mil que estavam com a vítima, que teve o corpo enrolado em um cobertor, no lençol de um motel e em um saco plástico.

O cadáver foi colocado dentro de uma mala e transportado em um carrinho de reciclagem até o terreno onde foi parcialmente queimado, após ser encharcado com combustível.

Os réus foram denunciados por homicídio qualificado, por motivo fútil, meio cruel e sem chance de defesa pela vítima, além de ocultação do cadáver. Quanto a Leonardo da Silva, também foi denunciado por furto.

JULGAMENTO
Durante o julgamento, os jurados acataram na íntegra a denúncia contra William Lopes, que foi condenado a 18 anos e 8 meses pelo homicídio. Quanto à ocultação de cadáver, o juiz o condenou a 1 ano, 4 meses e 10 dias de prisão.

Leonardo da Silva foi absolvido pelo juiz das acusações de furto e de ocultação de cadáver, e também absolvido pelo júri popular com relação ao homicídio.

A sentença foi proferida pelo juiz Henrique Castilho e os réus tiveram as defesas feitas pelos advogados Vagner Eduardo Andrelini de Freitas (William) e Anísio Rodrigues dos Reis (Leonardo).

O promotor Adelmo Pinho informou que recorrerá contra a absolvição e pedirá a anulação do júri, por considerar que os crimes de ocultação de cadáver e de furto também deveriam ter sido julgados pelos jurados, e não pelo juiz.

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