Apesar de discordar, projeto não é suficiente para Chinelo se decepcionar com o governo Temer

Previdência: greve geral não está descartada, afirma sindicalista

O vice-presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), José Avelino Pereira, o Chinelo, de Araçatuba, esteve presente, na última quinta-feira (8), em reunião das centrais sindicais para discutir quais rumos tomar em relação à proposta de reforma previdenciária.

De acordo com Chinelo, o entendimento é de que o projeto é muito ruim para o trabalhador e que as centrais devem se mobilizar, com a realização de manifestações contra as mudanças na Previdência. O vice-presidente da CSB afirmou que a ideia de uma greve geral não está descartada.

PIOR QUE O FATOR PREVIDENCIÁRIO
Chinelo disse que as alterações no sistema previdenciário são necessárias, mas não estão sendo propostas. “Não aceitamos a pessoa ter que trabalhar 49 anos para se aposentar; com a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres; e a desvinculação da aposentadoria do salário mínimo. Daqui a pouco, o aposentado vai receber menos do que o mínimo. Ficou claro: essa proposta é bem pior do que o fator previdenciário”, afirmou Chinelo, que também não concorda com a exclusão de militares do pacote de reformas.

Apesar de discordar da reforma previdenciária, Chinelo, que é coordenador regional do PSB em Araçatuba e foi a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), assinalou que o projeto não é suficiente para se decepcionar com o governo de Michel Temer (PMDB).

“Continuamos pensando que era necessário tirar a Dilma, sem dúvida. Nós apoiamos esse governo (atual)”, enfatizou Chinelo, que observou que a proposta de reforma da Previdência está calcada no que era planejado pela gestão petista. (Ronaldo Ruiz Galdino)