Prefeitura obtém licença para operação do aterro sanitário por mais cinco anos

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) concedeu ontem licença de operação para o aterro sanitário de Araçatuba até 2023. A partir de agora, os resíduos sólidos poderão ser despejados na área que foi ampliada pelo município desde o ano passado. O secretário de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Turismo, Petrônio Pereira Lima, disse à reportagem, porém, que "a luta continua". 

Segundo o titular da pasta, o trabalho será para ocupar o restante do aterro sanitário, que vai constituir a quinta etapa de ampliação do local. A licença por mais cinco anos vai dar a tranquilidade necessária para implantar esse projeto, conforme o secretário. Lima explicou que já na próxima semana a administração municipal vai trabalhar junto com a cooperativa de reciclagem Cooperaraçá para que ela seja transferida para outro local nas proximidades, com o objetivo de ampliar ainda mais o aterro, ocupando o lugar onde a entidade está atualmente. 

Para o secretário, a licença de operação concedida pela Cetesb é uma vitória da atual gestão em acreditar e perseverar na possibilidade de continuar utilizando o atual aterro sanitário. "Conseguimos mostrar que estávamos certos", afirmou Lima. Ele contou que, diante do esgotamento do aterro, diversas empresas se interessaram em fazer o serviço de transbordo do lixo do município e apresentaram propostas. 

De acordo com Lima, o transporte dos resíduos sólidos de Araçatuba para a cidade de Onda Verde, a cerca de 190 quilômetros, custaria aos cofres públicos entre R$ 700 mil a R$ 900 mil. "Foi uma grande economia para o município, que vai se refletir na qualidade de vida da população", disse Lima. O secretário comentou ainda que outras medidas adotadas pelo governo vão ajudar a dar uma sobrevida ainda maior para o atual aterro municipal, como a implementação da coleta seletiva de lixo em todos os bairros e durante os cinco dias da semana.