Polícia registra dois casos em Araçatuba envolvendo dinheiro aparentemente falsificado

As transações movimentariam juntas o equivalente a R$ 1.320.

Araçatuba registrou duas ocorrências em que o consumidor pagou produtos e serviços com notas aparentemente falsas na noite de sexta-feira (29). Em uma delas, a vítima teria um prejuízo equivalente a R$ 1,3 mil. Na outra, o acusado entregou R$ 20 em dinheiro suspeito a um posto de combustíveis. 

O primeiro caso teria acontecido por volta das 19h de sexta-feira. Um vendedor de 47 anos, morador do bairro Águas Claras, conta que ofertou um aparelho de som da marca LG pelo site OLX. O equipamento foi negociado com um comprador que disse ser de Coroados (município localizado a 28 quilômetros de Araçatuba). 

A vítima entregou o aparelho ao consumidor, que o pagou com R$ 1,3 mil dividido em cédulas de R$ 50. Depois de o comprador ir embora, o vendedor percebeu que as notas eram visivelmente falsas. A vítima não soube informar à Polícia o telefone ou endereço do acusado. 

POSTO
Um frentista de 61 anos conta que às 21h15 da mesma data de um cliente abasteceu o automóvel no posto de combustíveis onde o atendente trabalha, um estabelecimento localizado na rua Baguaçu. Segundo boletim de ocorrência, o motorista pagou o serviço com duas notas de R$ 10 que aparentam ser falsas. 

O frentista relata que o consumidor entregou o dinheiro com o motor do veículo ligado e logo saiu. Depois disso, a vítima percebeu que as cédulas tinham aparência de falsificadas. Conforme o frentista, o motorista do mesmo veículo já causou problemas anteriormente, indo embora sem pagar o serviço em outra ocasião. 

ORIENTAÇÕES
O Banco Central orienta quem receber uma cédula a checar os principais elementos de segurança. Nas notas mais antigas, chamadas de cédulas da Primeira Família do Real, é importante verificar a marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente, além do relevo. 

Nas cédulas mais novas, chamadas Segunda Família do Real, a pessoa precisa examinar a marca d'água, o número escondido (que pode ser visto dentro do retângulo do lado direito da nota, com ela posicionada na horizontal em um local de bastante luz), a faixa holográfica quando as cédulas forem de R$ 50 e R$ 100, o número que muda de cor nas notas de R$ 10 e R$ 20, além do alto relevo. 

Quem desconfiar da autenticidade do dinheiro pode recusá-lo. O Banco Central ressalta que as cédulas suspeitas podem ser apresentadas a uma agência bancária, que as encaminhará para análise. Contudo, as notas recebidas em transações do dia-a-dia não são trocadas pelo Banco Central ou pelo governo.

 A falsificação é considerada crime pelo Código Penal, com pena prevista de três a 12 anos de prisão. Se a pessoa colocar uma nota falsa em circulação depois de descobrir que o dinheiro não é autêntico, mesmo que o tenha recebido de boa fé, pode ser detido pelo período de seis meses a dois anos.

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