Centenas de munições de vários calibres, como de 556, 762 e até de metralhadora .50, semelhantes aos utilizados em Araçatuba

Polícia apreende armas que podem ter sido utilizadas em assalto à Protege

Arsenal também teria sido usado em assalto no Paraguai

Integrantes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil, apreenderam várias armas de grosso calibre em uma ação realizada em São Paulo nesta segunda-feira (23). O arsenal, segundo a polícia, pertence a um dos responsáveis pela invasão a uma empresa de valores no Paraguai, ocorrida em abril deste ano, que também é suspeita de encabeçar o assalto à Protege, em Araçatuba, no último dia 16.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a operação foi realizada na zona noroeste de São Paulo. Dentro de um carro, foram localizadas e apreendidas quatro metralhadoras, nove pistolas, cinco revólveres, um fuzil falso, além de três adaptadores que transformam pistolas em submetralhadoras e centenas de munições de vários calibres, como de 556, 762 e até de metralhadora .50, semelhantes aos utilizados em Araçatuba.

A descoberta e a apreensão do material ocorreu após investigações de uma equipe da Delegacia de Investigações sobre Roubo e Latrocínio. Os agentes buscavam uma quadrilha especializada em assaltos e acabaram obtendo informações sobre o fornecimento de armas para realização de crimes. A ação permitiu identificar o dono do arsenal, que está detido em Santa Catarina, e prender o responsável por manter os equipamentos na Capital.

SUSPEITOS
Pela semelhança com outros ataques, como o do Paraguai, a polícia suspeita que a mesma quadrilha tenha agido em vários crimes a empresas de transporte de valores. Assim, as armas apreendidas em São Paulo podem ter sido utilizadas no crime de Araçatuba também.

O assalto à Protege foi o quinto praticado contra empresas de transporte de valores em menos de dois anos. O modo de ação de todos foi semelhante: bandidos armados com arsenal militar e veículos velozes incendiaram caminhões para bloquear ruas e agiram em várias frentes ao mesmo tempo para evitar a reação policial.

Em novembro de 2015, uma quadrilha atacou a unidade da Prosegur, em Campinas. O bando bloqueou as ruas, às margem da rodovia Santos Dumont, metralhou a empresa e usou explosivos para detonar o cofre. Em março de 2016, uma quadrilha incendiou veículos e explodiu a sede da Protege, em Campinas.

Em abril de 2016, criminosos explodiram e assaltaram a base da Prosegur em Santos. Houve troca de tiros, perseguição e três pessoas, sendo dois policiais, morreram. Em julho do mesmo ano, 40 homens atacaram a Prosegur, em Ribeirão Preto. Durante a fuga, os bandidos mataram um policial militar rodoviário e um morador de rua.

Em abril deste ano, uma quadrilha também explodiu prédio da Prosegur, em Ciudad del Este, na fronteira do Paraguai o Brasil. O bando teria roubado R$ 120 milhões. Um policial e três suspeitos foram mortos.

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