Pela recuperação de espaços públicos em Araçatuba

Duas reportagens publicadas recentemente por esta Folha mostram que a atual administração, em Araçatuba, precisa dar um olhar especial a espaços públicos que poderiam servir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à juventude. Primeiro, o abandono de centros comunitários, um problema que já vem de governos anteriores ao de Dilador Borges (PSDB). Segundo, outro abandono: o de quadras esportivas localizadas em bairros, especialmente da periferia do município. 

São locais que poderiam muito bem servir para a prática de oficinas culturais (no caso, os centros comunitários) e atividades de recreação (em relação às quadras). No entanto, o que se vê são estruturas comprometidas, tomadas pelo mato alto, danos de vários tipos e virando pontos que, na verdade, estão amedrontando a população. De acordo com as matérias publicadas por este jornal, em ambas as situações, moradores de localidades visitadas pela reportagem disseram que estes espaços viraram pontos para consumo de drogas.

Um cronograma de manutenção periódica poderia ser suficiente para permitir a utilização desses locais por crianças e adolescentes em atividades fora do horário escolar. É o tipo de ação que o poder público pode fazer, capaz de tirar meninos e meninas do risco da drogas e do crime, em geral. A recuperação de espaços existentes no próprio município é a solução mais barata para promover programas voltados à juventude. 

Isso porque já é de conhecimento de grande parte da população a dificuldade de se viabilizar obras de grande estrutura, quer pela morosidade dos processos de licitação, da liberação de recursos e, às vezes, inércia da própria prefeitura. 

Vale lembrar da construção da PEC (Praça dos Esportes e da Cultura) do Jardim Atlântico, com investimento inicial de R$ 2,3 milhões, resultante de parceria do município com o Ministério da Cultura. Iniciado no governo do ex-prefeito Cido Sério (PT), o empreendimento ainda não foi concluído. No final dessa semana, Prefeitura e Caixa Econômica Federal firmaram um acordo para a conclusão.

Como se percebe, problemas estruturais em praças e centros comunitários são recorrentes em bairros novos ou periféricos. São regiões onde as dificuldades de acesso a opções de lazer na região central são maiores.

A falta de variedade de lazer em Araçatuba, problema há tempos motivo de reclamação pela população, tem saída. Ela passa por iniciativas da administração pública. Assim como o atual prefeito tem buscado parcerias com empresários para obras de asfaltamento, o mesmo poderia ser feito para a recuperação de quadras e centros comunitários. Seria, assim, o caminho mais curto para a recuperação desses locais.

LINK CURTO: http://tinyurl.com/l8c6nw9