Planta não pode ser retirada, segundo a Prefeitura; já Cetesb diz que é preciso ter projeto para autorização

Painas causam transtorno a moradores do Etheocle Turrini

Espécie vegetal de lagoa em área de preservação ambiental libera fibras que caem sobre casas, veículos e causam alergias

Moradores dos conjuntos habitacionais Etheocle Turrini e Doutor Antônio Villela Silva, em Araçatuba, estão tendo que conviver, todo início de ano, com a ‘chuva’ de painas - conjunto de fibras sedosas, parecidas com as de algodão, que envolvem as sementes das plantas - de taboa que cai sobre casas e veículos. 
A espécie vegetal, também conhecida como bucha, capim-de-esteira, espadana, landim, paineira-de-flecha, partasana, pau-de-lagoa, entre outros nomes, está em uma lagoa em área de preservação ambiental no Turrini. 
 
Na tarde de quinta-feira (18), a reportagem esteve percorrendo os dois bairros e notou que uma grande quantidade de painas é levada pelo vento para dentro dos imóveis. Para os moradores, a situação é crítica, pois as fibras sujam as casas e causam alergias. 
 
 
FECHADOS
O comerciante Moisés Romeiro Filho, de 57 anos, disse que nessa época é preciso manter as janelas e portas fechadas das residências. "Colocamos as roupas no varal e elas ficam brancas de paina. Essa sujeira gruda nos móveis e suja a casa toda", explicou.
 
Em nota, a Prefeitura informou que, segundo o secretário Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Tadeu Consoni, a legislação ambiental não permite que este tipo de vegetação nativa seja remanejada ou retirada. A reportagem entrou em contato com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para saber se o órgão tem conhecimento do problema, se a vegetação pode ser retirada do local e se há algum projeto para resolver a situação.
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